terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais um céu!

Do céu do pampa gaúcho... surgem dias inspiradores assim.
E, ainda que tudo fosse cinza... ao meu lado, era como o sol.

Era uma vez...

...num reino muito, muito distante, um povo educado e gentil.
Mas isto não tem importância. O reino não é mais o mesmo há tempos.
O povo matou o rei, tomou o castelo, quebrou tudo por revolta, colocou fogo na plantação e foi para casa assistir a novela. FIM.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Das (des)importâncias...

Tirei uns minutos da manhã para observar algumas ações a minha volta. De repente percebo que o mundo é nada mais que um caminhão desgovernado ladeira abaixo.
As grandes trocas de ideias estão na lista de ações em extinção e uma nova praga surge: a falta de assunto.
Sujeitos tropeçam uns nos outros pelos corredores, em carrancas e bicos. A gentileza se jogou da janela do 8º andar e, a educação, por desgosto, encontra-se moribunda.
Ontem vi pessoas armadas de xingamentos, feito punhais afiados desferindo golpes a esmo. E o motivo? Ah, sinto tanta vergonha da raça humana, nem vale a palavra escrita revelar tal motivo.
Enfim, é o apocalypse do bom senso. Guerra sem fim contra o inimigo invencível, o tempo. Não sobreviveremos a ele. Mesmo assim, gastamos a cota única que nos cabe nas infinitas bobagens do dia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quando eu esquecer

Quando eu esquecer, é por que a ausência tornou-se presença.
Há mais silêncio do que palavras.
E o sorriso é puramente sem graça.
O coração não pulsa, apenas repulsa.
Quando eu esquecer, não tente mais fazer-me lembrar.

Dica para reaproveitar gente chata!

SABÃO

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os impostores

Há sempre uma desculpa para ser. E não importa o que você é, você escolheu isto, é da sua responsabilidade.
Mas de todas as formas de ser, a mais medíocre é ser mentira. É um jeito de ser que condena o caráter a não existir.
Todo impostor vive de fingir para alguém. É premissa. É o triunfo da covardia. Não importa se é contada, omitida ou ignorada. Há mentira!
O impostor sentencia o outro à cegueira. E, ainda que se tente dar luz aos olhos, a mão sem remorso torna a cobri-los.
Vive somente para si sendo mentira. Se houvesse sentimento maior, ainda seria pequeno, pois o coração é minúsculo.
Mesmo que a farsa termine, há de defender com unhas e dentes o seu direito de ser por puro engano. Talvez por temor de olhar-se ao espelho e ver nada mais que um punhado de nada.

sábado, 14 de maio de 2011

A quem interessar possa

Deveria aprender a falar com quem quer falar comigo. Abraçar quem quer meu abraço. Dar atenção a quem realmente precisa dela.
Deveria ter menos ilusões. Visitar velhos amigos. Telefonar para quem deseja muito ter notícias minhas. Dar notícias minhas a quem espera por isto.
Deveria guardar meu melhor para quem me dá seu melhor. Compartilhar mais lembranças boas e risadas amigas.
Eu deveria aprender com os erros. Deveria dar menos conselhos. Fazer mais coisas para mim.
Mas e por que não fazer isto hoje? Agora já é hora.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sabedoria

'iwazaru' (o que tampa a boca) = não fale o mal
'mizaru' (o que cobre os olhos) = não veja o mal
'kikazaru' (o que tapa os ouvidos) = não ouça o mal

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Recicle...

Se a vida fosse um grande armário de prateleiras, em algum momento, tiraria tempo para reorganizar tudo?
Ou apenas continuaria depositando ali desmedidamente meus acontecimentos?
Chega a hora em que as coisas se misturam, o que era para estar no lugar mais alto, de repente se perdeu na bagunça. Então, você vai pensar na última vez que viu por ali. Já não lembra mais.
Olhe para este armário, tire folga de si mesmo e contemple o que há nele. Todas as pessoas estão onde merecem estar? Todas as memórias bonitas estão embaladas com cuidado?
Dos atos diários, não é tudo que está ali dentro. Nem tudo é digno de estar ali. O que não é, recicle, transforme em algo bonito e guarde. Se não há beleza nisto, jogue fora imediatamente.
Lembre-se, seu armário não é infinito. Saiba dar valor ao que é importante e abrir espaço para coisas novas virem.
Chegará o dia em que alguém fechará as portas dele definitivamente, levando consigo as chaves e dirá que aquele é um armário que merece ser lembrado sempre.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mil novidades por segundo

Na era da informação, nunca me senti tão desinformada! Entre e-mails, redes sociais e celulares conectados, pessoas desconexas.
Tenho tantos "profiles" que já nem sei se sou eu ou se é meu avatar que está feliz logo cedo, sorrindo para arrobas. São tantas notícias comentadas, tantas novidades jorrando numa tela e eu nem saí da cama ainda, o mundo está movendo a roda da vaidade.
Percorre as prateleiras de uma livraria. Que bem me faz o cheiro de papel novo! O palpar das folhas.
Não gosto de jornais, têm cheiro ruim, tem cheiro de uma velha intriguenta.
Nem tudo é notícia, nem tudo eu quero saber. Assimilo informações que não mudam nada e não fazem cócegas no meu viver.
Deixe-me alienada por um segundo! Distante do bla bla bla diário. E quando eu voltar, enfim, algo será novo outra vez.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quando for tarde

Tinha meus olhos nos teus.
Minha mão em tua pele.
Minha boca com seu sabor.
Era tua inteiramente.
Mas só soube disso depois,
Quando, já muito tarde,
Virei a esquina daquela rua.
Indo embora em silêncio
Sem nada mais a lembrar.