Quanta euforia na virada de ano! É como se você fosse se livrar de uma roupa velha que não te serve mais.
Todos vestindo a tal esperança, a fé e a necessidade.
Hora de superstição. Escolha a cor e o significado. Então você declara para quem está por perto o que te faltou no ano que finda.
O discreto vai de branco, disfarçando a carência naquela roupa íntima vermelho-paixão.
E quem declara a ambição em um amarelo da cabeça aos pés.
Azul é para quem procura explicação em planos mais elevados, sobre as coisas mais mundanas.
Rosa para os sonhadores.
Do verde, do lilás, do laranja, enfim.... escolha sua necessidade.
O certo é que o tempo não vai parar e dizer que dali em diante será tudo como você quer.
Persiga este arco-íris que é a vida. Persista!
Seja feliz em 2011, 12, 13, 14,...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Longe
Transcende... avança... passa.
Meu corpo grita seu nome.
A mente te alcança.
Te quero sem demora.
Não toco em você.
Ainda assim está aqui.
Palpável no que sinto.
É doce seu nome na boca.
Te quero agora.
Meu corpo grita seu nome.
A mente te alcança.
Te quero sem demora.
Não toco em você.
Ainda assim está aqui.
Palpável no que sinto.
É doce seu nome na boca.
Te quero agora.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O muro!
O que é do outro é melhor.
Não apenas a grama é mais verde do lado de lá.
Também o ar que se respira é mais puro.
E o solo é mais fértil.
As coisas do lado de lá da cerca que nos divide.
As coisas daqui não brilham mais.
O que tomei posse perdeu o encanto no momento que tornei meu.
Tudo voltará a ser apenas átomo.
Eu quero o outro lado da cerca.
Mas não tenho coragem de derrubá-la.
Preciso possuir. Nesta ânsia, nada mais sou do que possuído.
Por quê é tão dourado o sol de lá?
Faço-me céu escuro. Durmo.
Sonhos de dono do mundo.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O oposto
Duvido do equilíbrio.
A serenidade transtorna-me.
Se chego ao norte, já quero estar no sul outra vez.
Um rosto bonito me deixa com saudade da imperfeição.
Nenhum "eu te amo" é completo sem a dúvida.
Amarro-me a lugares que ainda não visitei.
Na chegada já desejo o retorno.
Duvido do equilíbrio.
Duvido de mim em todos os momentos.
Mas vivo melhor sem a certeza do ato.
Vivo apenas pelo fato.
E me satisfaço.
A serenidade transtorna-me.
Se chego ao norte, já quero estar no sul outra vez.
Um rosto bonito me deixa com saudade da imperfeição.
Nenhum "eu te amo" é completo sem a dúvida.
Amarro-me a lugares que ainda não visitei.
Na chegada já desejo o retorno.
Duvido do equilíbrio.
Duvido de mim em todos os momentos.
Mas vivo melhor sem a certeza do ato.
Vivo apenas pelo fato.
E me satisfaço.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Foi assim...
Ali havia sorriso, havia esperança, havia a vida.
Era criança querendo brincar.
Não houve tempo para todas as brincadeiras, para todas as risadas, para todos os abraços.
Nos conformaremos.
Mas hoje não.
Em memória a Cristian Zancan...
Era criança querendo brincar.
Não houve tempo para todas as brincadeiras, para todas as risadas, para todos os abraços.
Nos conformaremos.
Mas hoje não.
Em memória a Cristian Zancan...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Um certo Álvaro de Campos...
ODE MARÍTIMA
"Ah, quem sabe, quem sabe, Se não parti outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim, Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do Espaço e do Tempo?"
Dum cais; se não deixei, navio ao sol Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim, Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do Espaço e do Tempo?"
Para frente...
Eu não sei quanto a você, mas eu sigo em frente...
Voltar não é possível e as paralelas da vida estão apenas na imaginação.
O caminho é único, adiante!
O que você faz aí parado e pensativo?
Voltar não é possível e as paralelas da vida estão apenas na imaginação.
O caminho é único, adiante!
O que você faz aí parado e pensativo?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A necessidade
Sujeito acorda pela manhã e vai até o banheiro. Joga água no rosto e passa os dedos pelo cabelo. Sonolentamente se vê no espelho.
Analisa o estrago que faz acordar o corpo enquanto a mente ainda dorme.
Ele sorri.
Deseja um bom dia para a imagem embaçada. Chega a pensar "quem é este otimista aí?". Não o conhece.
Vai ao trabalho como se fosse para a própria crucifixação. Começa a luta. Sorri para o porteiro, sorri para o guarda de trânsito, sorri para os colegas, sorri, sorri...
Por dentro é seco, árduo, cansado.
Ninguém pode saber. Leva-se muito tempo para criar uma fortaleza.
Passa o dia agradando a todos. Sendo gentil, educado mesmo quando o chefe lhe chama de incompetente. Resigna-se a duas frases: "Desculpe-me" e "Obrigado!".
Acaba o dia, não acaba a frustração.
Mas antes de dormir ainda pensa que amanhã ele vai fazer diferente. Mas só amanhã por que hoje já não há mais tempo.
Analisa o estrago que faz acordar o corpo enquanto a mente ainda dorme.
Ele sorri.
Deseja um bom dia para a imagem embaçada. Chega a pensar "quem é este otimista aí?". Não o conhece.
Vai ao trabalho como se fosse para a própria crucifixação. Começa a luta. Sorri para o porteiro, sorri para o guarda de trânsito, sorri para os colegas, sorri, sorri...
Por dentro é seco, árduo, cansado.
Ninguém pode saber. Leva-se muito tempo para criar uma fortaleza.
Passa o dia agradando a todos. Sendo gentil, educado mesmo quando o chefe lhe chama de incompetente. Resigna-se a duas frases: "Desculpe-me" e "Obrigado!".
Acaba o dia, não acaba a frustração.
Mas antes de dormir ainda pensa que amanhã ele vai fazer diferente. Mas só amanhã por que hoje já não há mais tempo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Situação X
O caminho era diferente.
Ele estava nervoso. Ela ansiosa.
De repente a presença.
Veio o toque e o olhar.
Se foi a fala.
Tudo virou calor.
Ele guiou e ela aceitou.
Amor é isto, é tempo parado no ar.
Não é sobre mim, mas o amor que vejo por aí também me comove.
Ele estava nervoso. Ela ansiosa.
De repente a presença.
Veio o toque e o olhar.
Se foi a fala.
Tudo virou calor.
Ele guiou e ela aceitou.
Amor é isto, é tempo parado no ar.
Não é sobre mim, mas o amor que vejo por aí também me comove.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Suspiro...
Já não sei contar quantas vezes eu disse adeus.
Quantas vezes a lágrima caiu sem que alguém visse.
Quantas palavras esmaguei entre os dentes.
Mas foi quando você partiu que eu morri.
Enterrei os sonhos, as doçuras da vida e quem eu era contigo.
Você nunca mais voltou.
Eu nunca mais voltei para mim.
A dor da perda é uma pintura que desbota com o tempo.
Você levou o que eu tinha de melhor.
E sua herança para mim foi apenas amargura.
Chorei quando se foi. Chorei o amor perdido.
Chorei essa morte em vida.
Quase não te recordo mais. Mas ainda vive em algum lugar em mim.
E assim, como quem expele o sentido, eu suspiro, apenas, suspiro.
Quantas vezes a lágrima caiu sem que alguém visse.
Quantas palavras esmaguei entre os dentes.
Mas foi quando você partiu que eu morri.
Enterrei os sonhos, as doçuras da vida e quem eu era contigo.
Você nunca mais voltou.
Eu nunca mais voltei para mim.
A dor da perda é uma pintura que desbota com o tempo.
Você levou o que eu tinha de melhor.
E sua herança para mim foi apenas amargura.
Chorei quando se foi. Chorei o amor perdido.
Chorei essa morte em vida.
Quase não te recordo mais. Mas ainda vive em algum lugar em mim.
E assim, como quem expele o sentido, eu suspiro, apenas, suspiro.
domingo, 7 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Amar o próximo
Meu amor é reservado, bem como vinho de safra especial.Não quero amar todo mundo, não sinto compaixão por todos os 6 bilhões sobre o planeta. Sou insensível? Tampouco me compadeço diante de qualquer história triste.
Deveria amar a todos, sentir por todos. Mas nem cabe em mim tanta pretensão. Sou pequena neste mundo. Minha evolução caminha em passos vagarosos. Aprendo, sim. Embora nem todas as lições permaneçam.
Quando criança, achava engraçado isto de amar ao próximo. Sempre vinha a ideia boba na cabeça de que isto justificava eu gostar do filho do vizinho.
Sou adulta, ainda não compreendo. Me parece indecifrável isto sobre amar.
O amor de mãe é o único que se encaixa no que eu acho que é verdadeiramente amor.
O incondicional.
Amor de mandamento, tão utópico! Quem está disposto a libertar-se das diferenças, das arestas, dos abismos que nos separam? Nós, os humanos.Valorizamos tanto estes contrapontos, estas peculiaridades de quem somos. Amar a todos é abrir mão desse desejo de ser único, melhor ou genial.
Sim, deveríamos ser iguais, semelhantes, unidos. Não somos. Então, ame a quantos puder amar sinceramente, que seja prioridade de vida e, talvez isto nos deixe mais próximos do divino. Ame, não por obrigação, mas por inspiração.
Deveria amar a todos, sentir por todos. Mas nem cabe em mim tanta pretensão. Sou pequena neste mundo. Minha evolução caminha em passos vagarosos. Aprendo, sim. Embora nem todas as lições permaneçam.
Quando criança, achava engraçado isto de amar ao próximo. Sempre vinha a ideia boba na cabeça de que isto justificava eu gostar do filho do vizinho.
Sou adulta, ainda não compreendo. Me parece indecifrável isto sobre amar.
O amor de mãe é o único que se encaixa no que eu acho que é verdadeiramente amor.
O incondicional.
Amor de mandamento, tão utópico! Quem está disposto a libertar-se das diferenças, das arestas, dos abismos que nos separam? Nós, os humanos.Valorizamos tanto estes contrapontos, estas peculiaridades de quem somos. Amar a todos é abrir mão desse desejo de ser único, melhor ou genial.
Sim, deveríamos ser iguais, semelhantes, unidos. Não somos. Então, ame a quantos puder amar sinceramente, que seja prioridade de vida e, talvez isto nos deixe mais próximos do divino. Ame, não por obrigação, mas por inspiração.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Sinceramente
As pequenas mentiras da rotina que pronunciamos para não entristecer alguém amontoam-se em uma gaveta que costumo chamar de "coisas inofensivas".
Nunca lembro de tirar a poeira que acumula nessas lembranças, aliás, nunca lembro mesmo, nem da gaveta, nem do que foi falado.
São as coisas inofensivas que não passam de mentiras, mas inofensivas para quem? Se, lembrar eu evito e divulgar não é preciso.
Imagino se eu tivesse dito realmente a verdade naquele instante. Teria dito que não gosto do seu cabelo. Que seu perfume me irrita e o seu jeito de falar me deixa sonolenta.
Teria confessado que eu não ligo e, menos ainda, ignoro. Sentaria ao seu lado para dizer baixinho, ao pé do ouvido, que não me importa.
E tudo aquilo que você opinou sobre minha própria vida, não me alcança.
Mas, ainda assim, eu menti. Coloquei o sorriso na boca que te dizia apenas o que você quis ouvir.
E eu menti para você. Menti tão somente por você. Pela real necessidade de nunca te deixar triste.
A você, amigo(a), reservo pequenos delitos se forem para te fazer mais feliz.
Nunca lembro de tirar a poeira que acumula nessas lembranças, aliás, nunca lembro mesmo, nem da gaveta, nem do que foi falado.
São as coisas inofensivas que não passam de mentiras, mas inofensivas para quem? Se, lembrar eu evito e divulgar não é preciso.
Imagino se eu tivesse dito realmente a verdade naquele instante. Teria dito que não gosto do seu cabelo. Que seu perfume me irrita e o seu jeito de falar me deixa sonolenta.
Teria confessado que eu não ligo e, menos ainda, ignoro. Sentaria ao seu lado para dizer baixinho, ao pé do ouvido, que não me importa.
E tudo aquilo que você opinou sobre minha própria vida, não me alcança.
Mas, ainda assim, eu menti. Coloquei o sorriso na boca que te dizia apenas o que você quis ouvir.
E eu menti para você. Menti tão somente por você. Pela real necessidade de nunca te deixar triste.
A você, amigo(a), reservo pequenos delitos se forem para te fazer mais feliz.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A competição
Desde a ejaculação até a hora da morte, estamos numa competição.
Do simplório espermatozóide atleta atá o derradeiro momento em que a morte se apresenta.
Tanta luta e o final é a derrota, fatal, certeira e perpétua.
Pessimismo? Se o fim é o que importa.
Da manhã até à noite, tudo é competição.
Adversários do tempo, do calor, da vaidade, da saudade...
Tudo é uma questão de conquistar mais, estar melhor, ser maior.
E este é o viver.
Talvez, morrer seja aceitar que só se é vencedor em vida, sem medalhas e sem condecorações.
Querer mais, ir mais longe, chegar mais alto e deixar a vida acontecer.
Do simplório espermatozóide atleta atá o derradeiro momento em que a morte se apresenta.
Tanta luta e o final é a derrota, fatal, certeira e perpétua.
Pessimismo? Se o fim é o que importa.
Da manhã até à noite, tudo é competição.
Adversários do tempo, do calor, da vaidade, da saudade...
Tudo é uma questão de conquistar mais, estar melhor, ser maior.
E este é o viver.
Talvez, morrer seja aceitar que só se é vencedor em vida, sem medalhas e sem condecorações.
Querer mais, ir mais longe, chegar mais alto e deixar a vida acontecer.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Pela janela!
Posso bancar a cigana Esmeralda e advinhar seu pensamento: tem medo de estar desperdiçando tempo?
Aí, sujeito fica sentado no sofá de casa reclamando com a família que o trabalho está ruim e o salário não compensa, sem dizer que considera absurdo ninguém reconhecer sua genialidade.
Aham! Tenho novidade: você não é o único no planeta com a mesma queixa da vida.
Sabe o cachorro que está fuçando na lixeira agora? Feliz da vida que encontrou alguma coisa. Mas ele foi à luta! O que te diferencia dele? Um sofá.
O tempo não usa o bom senso, aquilo que você usa como desculpa para não mudar de emprego, não largar um velho hábito.
Você fica aí olhando para a porta e esperando que ela se abra com todos os seus merecidos prêmios. Não, o Sílvio Santos não vai aparecer.
Mas será que chegou a perceber a outra saída? Aquele vão ali na parede, convidando para o pulo no mundo.
Se a porta não abre, vá pela janela. Vá! Viva!
Aí, sujeito fica sentado no sofá de casa reclamando com a família que o trabalho está ruim e o salário não compensa, sem dizer que considera absurdo ninguém reconhecer sua genialidade.
Aham! Tenho novidade: você não é o único no planeta com a mesma queixa da vida.
Sabe o cachorro que está fuçando na lixeira agora? Feliz da vida que encontrou alguma coisa. Mas ele foi à luta! O que te diferencia dele? Um sofá.
O tempo não usa o bom senso, aquilo que você usa como desculpa para não mudar de emprego, não largar um velho hábito.
Você fica aí olhando para a porta e esperando que ela se abra com todos os seus merecidos prêmios. Não, o Sílvio Santos não vai aparecer.
Mas será que chegou a perceber a outra saída? Aquele vão ali na parede, convidando para o pulo no mundo.
Se a porta não abre, vá pela janela. Vá! Viva!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O grito mudo!
Para algumas pessoas só resta o desespero.
Quando tudo já foi dito e nada foi aceito.
Minha vontade é meu domínio e a sua vontade não prevalece aqui.
Querer não basta para me prender.
Não me procure nas entrelinhas. Nas curvas das linhas.
Simplesmente já não trilho o mesmo caminho.
Se te fui doce algum dia, se te fui só carinho, apenas foi algum dia.
Me deseja e me odeia por este desejo.
Me oferece a candura e me amaldiçoa num repente.
Te vejo debatendo-se como a quem se enterra vivo.
Você grita. Silêncio. Vazio.
Já não pode me alcançar. Estou do lado de lá, onde a água é serena e o vento não é pranto.
Definitivamente, estou em um outro lugar.
Quando tudo já foi dito e nada foi aceito.
Minha vontade é meu domínio e a sua vontade não prevalece aqui.
Querer não basta para me prender.
Não me procure nas entrelinhas. Nas curvas das linhas.
Simplesmente já não trilho o mesmo caminho.
Se te fui doce algum dia, se te fui só carinho, apenas foi algum dia.
Me deseja e me odeia por este desejo.
Me oferece a candura e me amaldiçoa num repente.
Te vejo debatendo-se como a quem se enterra vivo.
Você grita. Silêncio. Vazio.
Já não pode me alcançar. Estou do lado de lá, onde a água é serena e o vento não é pranto.
Definitivamente, estou em um outro lugar.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Dispara o coração
Falar deste amor é necessário. Decente, inocente e fiel. Não me exige nada além da minha presença.
Este amor que faz meu coração disparar e que não vê a hora de estar junto.
Visualizo o momento, planejo o tempo que teremos.
É questão de alma. Nenhuma palavra interfere. Não tenho ciúmes e nem sentimento vão.
A estrada me entende, me completa, me une a todas as lembranças dentro de mim.
A mente se eleva e o corpo se tranquiliza. Respiro e sinto.
Meu amor é pelo movimento, nem o partir e nem o chegar, mas o estar.
Pulsa o motor que faz minha alma melhor.
Este amor que faz meu coração disparar e que não vê a hora de estar junto.
Visualizo o momento, planejo o tempo que teremos.
É questão de alma. Nenhuma palavra interfere. Não tenho ciúmes e nem sentimento vão.
A estrada me entende, me completa, me une a todas as lembranças dentro de mim.
A mente se eleva e o corpo se tranquiliza. Respiro e sinto.
Meu amor é pelo movimento, nem o partir e nem o chegar, mas o estar.
Pulsa o motor que faz minha alma melhor.
domingo, 10 de outubro de 2010
É foca!
Não sei de quem é a autoria da imagem, mas eu sei que isso é fofo demais!
Pequena homenagem às focas tuiteiras.
Pequena homenagem às focas tuiteiras.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Das obrigações implícitas
Estava escrito em uma placa na rua, no encontro de dois caminhos, mas ignorei e segui. Aquele "PARE" impedindo que eu fosse adiante no meu próprio tempo, forçando a reduzir minha pressa, simplesmente assim. Absurdo! Não estava ali ainda ontem, tão explícita ordem contra a minha vontade.
Segui, insolente e arrogante.
No espaço de tempo que não lembro, ouço a urgência do telefone tocando, solicitando atenção máxima. Não atendi. Decidi que meus pensamentos eram mais importantes naquele instante.
Recebo um e-mail cheio de carinho de alguém que talvez goste tanto assim de mim. Apago. Carinho que me chega imposto. O afeto que espera a resposta, não é afeto, é condição.
Recuso estas obrigações escondidas, camufladas. Mas recuso dentro de mim, longe de onde habita a lógica, o racional e o juízo.
Segui, insolente e arrogante.
No espaço de tempo que não lembro, ouço a urgência do telefone tocando, solicitando atenção máxima. Não atendi. Decidi que meus pensamentos eram mais importantes naquele instante.
Recebo um e-mail cheio de carinho de alguém que talvez goste tanto assim de mim. Apago. Carinho que me chega imposto. O afeto que espera a resposta, não é afeto, é condição.
Recuso estas obrigações escondidas, camufladas. Mas recuso dentro de mim, longe de onde habita a lógica, o racional e o juízo.
sábado, 2 de outubro de 2010
A véspera.
Sofro da angústia da véspera. Esperar. O tempo tem vontade própria, arrastando-se ou pulando momentos.
Sofro de esperar. Necessidade de agir, agora.
Tudo está cadenciado no universo, menos eu. As horas riem enquanto me debato em vão, feito peixe procurando pelo mar enquanto a areia o engole.
Sou ingênua criatura neste mundo. O minuto que me é precioso nada representa na idade da Terra.
Mas o minuto que foge inutilmente me é muito caro. A palavra é ação.
Respiro o tempo, faço círculos na água do anseio e apenas espero. Há um sábio que mora nessa pausa. Não o vejo, apenas sigo sofrendo.
Sofro de esperar. Necessidade de agir, agora.
Tudo está cadenciado no universo, menos eu. As horas riem enquanto me debato em vão, feito peixe procurando pelo mar enquanto a areia o engole.
Sou ingênua criatura neste mundo. O minuto que me é precioso nada representa na idade da Terra.
Mas o minuto que foge inutilmente me é muito caro. A palavra é ação.
Respiro o tempo, faço círculos na água do anseio e apenas espero. Há um sábio que mora nessa pausa. Não o vejo, apenas sigo sofrendo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O bom conselho!
A boca é uma válvula de escape para você? Ninguém te pediu opinião mas mesmo assim saiu proferindo suas verdades absolutas? Tem na língua uma navalha? Repense!
Beije mais, elogie mais, deguste mais os sabores que a vida oferece.
Está tudo ao seu alcance. Não seja rabugento e ferino.
Eu não vou dizer aqui para você usar mais filtro solar... ou ter pensamentos positivos... ou tentar o feng shui.
Simplesmente dê qualidade ao seu tempo. Se está bom, deixe ser bom. Se não está, mude.
Use menos o "não", o "se" e o "mas". Viva.
Use sua boca para sorrir. Use seu sorriso para melhorar. Melhore todos os dias.
Beije mais, elogie mais, deguste mais os sabores que a vida oferece.
Está tudo ao seu alcance. Não seja rabugento e ferino.
Eu não vou dizer aqui para você usar mais filtro solar... ou ter pensamentos positivos... ou tentar o feng shui.
Simplesmente dê qualidade ao seu tempo. Se está bom, deixe ser bom. Se não está, mude.
Use menos o "não", o "se" e o "mas". Viva.
Use sua boca para sorrir. Use seu sorriso para melhorar. Melhore todos os dias.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Malandro é o gato...
O dia começa e lá vem o gato me dar mais uma lição. A malandragem não está no gingado ou no chapéu meio de lado. E o gato é um bom professor, astuto e rápido no gatilho, me ensina a não correr do perigo, apenas aceitá-lo.
Uma conversa adocicada desperta desconfiança no gato, logo agita seus bigodes e capta uma intenção nefasta escondida. A gentileza não vem com rodeios e nem se esconde em elogios. Cuidado com a vaidade, ele me diz num breve miado. Aprendo tudo, bebo da sua sabedoria felina.
O gato mostra carinho e abre um flanco.
Sou aluna atenta, sigo com o olhar onde o mestre pisa e repito passo a passo o caminhar. Malandragem é não ter pressa e saber que um pulo para trás pode salvar sua vida.
O gato amigo, malandro de profissão, sabe que amanhã tudo prossegue. Passa por mim ronronando, aceita o afago oferecido e segue sua lida. E o dia termina e a lição fica.
Uma conversa adocicada desperta desconfiança no gato, logo agita seus bigodes e capta uma intenção nefasta escondida. A gentileza não vem com rodeios e nem se esconde em elogios. Cuidado com a vaidade, ele me diz num breve miado. Aprendo tudo, bebo da sua sabedoria felina.
O gato mostra carinho e abre um flanco.
Sou aluna atenta, sigo com o olhar onde o mestre pisa e repito passo a passo o caminhar. Malandragem é não ter pressa e saber que um pulo para trás pode salvar sua vida.
O gato amigo, malandro de profissão, sabe que amanhã tudo prossegue. Passa por mim ronronando, aceita o afago oferecido e segue sua lida. E o dia termina e a lição fica.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Sem luxo!
Entre passos distraídos, enquanto o sol me observava e o vento dobrava a esquina, pensei qual seria o meu caminho.
Das pessoas que passam por mim, do sorrisos flexíveis e olhares sem brilho, o que sobrou para confortar?
Se na rua nem as pedras acreditam e os jardins me parecem descoloridos, que caminho tomar?
Tirando todo o luxo desta vida, a purpurina das emoções, há de ficar apenas o lixo?
A vadiagem dos cães e a gritaria das crianças, um passo adiante e ainda há esperança.
Não vejo nada além de vida, pura, simples, suave.
Se o mundo está a explodir feito rojão de festa junina e a fome destrutiva dos homens avança, ainda assim não determina o meu coração.
Quero vida. Seja feita de ilusão, de carinho e de paixão.Quero vida!
Das pessoas que passam por mim, do sorrisos flexíveis e olhares sem brilho, o que sobrou para confortar?
Se na rua nem as pedras acreditam e os jardins me parecem descoloridos, que caminho tomar?
Tirando todo o luxo desta vida, a purpurina das emoções, há de ficar apenas o lixo?
A vadiagem dos cães e a gritaria das crianças, um passo adiante e ainda há esperança.
Não vejo nada além de vida, pura, simples, suave.
Se o mundo está a explodir feito rojão de festa junina e a fome destrutiva dos homens avança, ainda assim não determina o meu coração.
Quero vida. Seja feita de ilusão, de carinho e de paixão.Quero vida!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Diálogo de verão
- Você me ama?
- Sim. Eu te amo.
- Você me ama quanto?
- Te amo mais que todas as estrelas.
- Mas você me ama mesmo?
- Amo.
- Jura?
- Juro.
- Então diz de novo.
- Eu te amo.
- Repete.
- Não vai dar, não te amo mais, tchau.
- Sim. Eu te amo.
- Você me ama quanto?
- Te amo mais que todas as estrelas.
- Mas você me ama mesmo?
- Amo.
- Jura?
- Juro.
- Então diz de novo.
- Eu te amo.
- Repete.
- Não vai dar, não te amo mais, tchau.
sábado, 7 de agosto de 2010
E se...
...se eu fosse outra pessoa, tivesse um outro emprego, uma outra família? Quem sabe eu fosse uma pessoa melhor, mais alta, mais loira, mais carismática. Quem sabe um outro emprego mais vantajoso, que me desse mais status, mais dinheiro, mais fama, até poderia ser chefe de tudo. Quem sabe tivesse outra família com mais "berço", com pais mais inteligentes, irmãos menos teimosos.
Se eu fosse outra pessoa, talvez fosse alguém melhor, mas melhor para quem? Para mim mesma? Já não importaria, pois deixei de ser. Se eu tivesse outro emprego, talvez fosse melhor, mas um emprego melhor me traria responsabilidades maiores, provavelmente menos tempo do que tenho agora. Se eu tivesse outra família, talvez fosse perfeito para meu outro eu, mas, mesmo com todos os defeitos, a que tenho agora é perfeita para mim.
E se, por um único dia, eu retirasse esse "se", a vida seria apenas o que é e nenhuma angústia. Por um único dia, tudo faria sentido.
Se eu fosse outra pessoa, talvez fosse alguém melhor, mas melhor para quem? Para mim mesma? Já não importaria, pois deixei de ser. Se eu tivesse outro emprego, talvez fosse melhor, mas um emprego melhor me traria responsabilidades maiores, provavelmente menos tempo do que tenho agora. Se eu tivesse outra família, talvez fosse perfeito para meu outro eu, mas, mesmo com todos os defeitos, a que tenho agora é perfeita para mim.
E se, por um único dia, eu retirasse esse "se", a vida seria apenas o que é e nenhuma angústia. Por um único dia, tudo faria sentido.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Daquele jeito...
Final de semana fui à Capital para matar o tempo e visitar amigos. Foi tudo muito divertido, tirando dois momentos: a ida e a volta.
Viajar em ônibus lotado no inverno é tão massacrante quanto viajar em ônibus lotado no verão. Primeiro problema, a Lei de Murphy. Quanto mais eu rezo para que seja um carinha lindo e simpático que sente ao meu lado, aí sim é que senta alguém com cheiro duvidoso, cheio de sacolas de plástico e, na pior das vezes, puxando assunto.
Então, a criatura resolve dormir, o que até me deixaria aliviada não fossem as baforadas em minha direção, o ronco de motosserra e a incrível capacidade de ocupar o meu espaço sem mostrar constrangimento algum.
A volta não foi diferente. Incluindo a demência de alguns que insistem em comer Pingo D'Ouro dentro de um ônibus lotado, em que não se pode abrir as janelas e a calefação atingia níveis da atmosfera do Sol.
E como tudo que já está ruim, tende a piorar. Comprei a última passagem do dia, com direito a sentar na poltrona ao lado do banheiro. Claro que a porta do banheiro não estava funcionando e o cheiro de pinho com urina já me fazia ter alucinações.
E está comprovado que balanço de ônibus na estrada e pessoa sonolenta indo ao banheiro resultam em mais um motivo para eu desejar ter ido caminhando de Porto Alegre a Ijuí.
Coisa que não entendo é a instantânea necessidade dos seres puxarem da bolsa o frango enfarofado quando o ônibus sequer deixou a rodoviária.
Enfim, essas viagens de ônibus são um teste de paciência e resignação. Mas, da próxima vez, gostaria de ir no bagageiro, afinal, mala por mala prefiro as que não se mexem, não respiram e não se alimentam.
Viajar em ônibus lotado no inverno é tão massacrante quanto viajar em ônibus lotado no verão. Primeiro problema, a Lei de Murphy. Quanto mais eu rezo para que seja um carinha lindo e simpático que sente ao meu lado, aí sim é que senta alguém com cheiro duvidoso, cheio de sacolas de plástico e, na pior das vezes, puxando assunto.
Então, a criatura resolve dormir, o que até me deixaria aliviada não fossem as baforadas em minha direção, o ronco de motosserra e a incrível capacidade de ocupar o meu espaço sem mostrar constrangimento algum.
A volta não foi diferente. Incluindo a demência de alguns que insistem em comer Pingo D'Ouro dentro de um ônibus lotado, em que não se pode abrir as janelas e a calefação atingia níveis da atmosfera do Sol.
E como tudo que já está ruim, tende a piorar. Comprei a última passagem do dia, com direito a sentar na poltrona ao lado do banheiro. Claro que a porta do banheiro não estava funcionando e o cheiro de pinho com urina já me fazia ter alucinações.
E está comprovado que balanço de ônibus na estrada e pessoa sonolenta indo ao banheiro resultam em mais um motivo para eu desejar ter ido caminhando de Porto Alegre a Ijuí.
Coisa que não entendo é a instantânea necessidade dos seres puxarem da bolsa o frango enfarofado quando o ônibus sequer deixou a rodoviária.
Enfim, essas viagens de ônibus são um teste de paciência e resignação. Mas, da próxima vez, gostaria de ir no bagageiro, afinal, mala por mala prefiro as que não se mexem, não respiram e não se alimentam.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Tempos melhores!
Hoje vi o carteiro se aproximando e um sentimento de nostalgia bateu em mim. Já sabia que ele trazia em mãos apenas contas a pagar, propaganda de todo tipo e coisas assim, escritas por uma máquina, sem vida, sem emoção.
Lembrei tanto de como meu coração disparava quando via o carteiro chegar na minha rua. Ficava na janela cuidando para ver se ele tinha alguma carta a me entregar. E que sensacional era ver aquele homem atravessar a rua e vir deixar a correspondência.
Falo de um tempo que nem é tão distante. As mudanças acontecem tão rápido. Quem lembraria da última carta que recebeu? Eu não lembro nem do último scrap que deixei na página de alguém na internet.
Eu abria as cartas com tanto carinho e cuidado. Degustava as palavras sem pressa. Uma carta de amizade, de amor, de saudade, de preocupação, de boas-novas, etc. Havia tanto a se dizer em uma carta, desde as palavras até o tipo de papel, a cor da tinta da caneta, e as confissões desenhadas no cantinho da página.
Não acho que tudo mudou para melhor. Estamos cada vez mais automáticos. Mais máquina e menos humano.
Assim, "venho por meio desta dizer..."
Lembrei tanto de como meu coração disparava quando via o carteiro chegar na minha rua. Ficava na janela cuidando para ver se ele tinha alguma carta a me entregar. E que sensacional era ver aquele homem atravessar a rua e vir deixar a correspondência.
Falo de um tempo que nem é tão distante. As mudanças acontecem tão rápido. Quem lembraria da última carta que recebeu? Eu não lembro nem do último scrap que deixei na página de alguém na internet.
Eu abria as cartas com tanto carinho e cuidado. Degustava as palavras sem pressa. Uma carta de amizade, de amor, de saudade, de preocupação, de boas-novas, etc. Havia tanto a se dizer em uma carta, desde as palavras até o tipo de papel, a cor da tinta da caneta, e as confissões desenhadas no cantinho da página.
Não acho que tudo mudou para melhor. Estamos cada vez mais automáticos. Mais máquina e menos humano.
Assim, "venho por meio desta dizer..."
terça-feira, 20 de julho de 2010
10 razões para você não gostar de mim.
De tanto ver a auto-propaganda por aí, fiquei tentada a ir na contramão de tudo.
Você se esforça tanto para causar boa impressão que acaba virando uma farsa. Não poupa adjetivos para exaltar as próprias qualidades, chegando a deixar o dicionário envergonhado por não acompanhar essa necessidade de elogios.
Engraçado que a pessoa vai adaptando a personalidade de modo que te satisfaça. E admito que é mais fácil agir assim do que deixar à vista o rol de defeitinhos e manias.
Aproveitei então a ociosidade que me rondava e divaguei sobre o assunto, chegando aos meus 10 defeitos principais que talvez você deva levar em consideração:
1) Teimosa (teimoso é quem teima comigo);
2) Prepotente (sempre dando passos maiores que as pernas);
3) Briguenta (só pelas causas que me parecem nobres);
4) Volúvel (adoro mudar de ideia);
5) Compulsiva (por comprar maquiagem e roupa);
6) Desorganizada (a vida pessoal, não as coisas materiais);
7) Desconfiada (gato escaldado tem medo de água fria);
8) Orgulhosa (se estou certa, estou certa e pronto);
9) Indisciplinada (vivo matando os treinos na academia);
10) --------------- (deixo esse para livre escolha).
Mas que bom ser essa loucura que é ser humano!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Você não é se você não quer!
Definitivamente entrei nessa onda de pensar que sou o "gás da coca-cola". Tem gente por aí tentando enganar a si mesmo, pois enganar os outros seria impossível. Desculpa a você que se acha a cara daquela atriz da novela da Globo, ou cantora famosa. Mas é impossível resistir e resolvi tirar onda desse jeito "me-acho" de ser.
Entre os avatares da vida real que perambulam por aí, tem quem pensa que é, mas pensa tanto que resolveu acreditar nisso. O que aconteceu? Surto coletivo? E para provar que sou "maria-vai-com-as-outras" criei minha versão iludida de mim mesma.
Perdão pela infame ousadia, mas Gisele há de entender e perdoar.
No mais, quem não consegue melhorar a si mesmo, tem que copiar.
Entre os avatares da vida real que perambulam por aí, tem quem pensa que é, mas pensa tanto que resolveu acreditar nisso. O que aconteceu? Surto coletivo? E para provar que sou "maria-vai-com-as-outras" criei minha versão iludida de mim mesma.
Perdão pela infame ousadia, mas Gisele há de entender e perdoar.
No mais, quem não consegue melhorar a si mesmo, tem que copiar.
Vermelho paixão!
Este é meu sonho de consumo. Já imagino eu e meu Maverick rodando pelas ruas. Quem disse que mulher não entende de carro?!
domingo, 18 de julho de 2010
Andanças
Acho que já estava em mim desde muito cedo. Diria que nasci com essa mania meio cigana de levantar acampamento e ir embora. Desde criança vivi nesse ritmo de mudar de cidade constantemente em razão do trabalho do meu pai.
Nunca rotina. A vida na escola era empolgante. Todo ano tinha uma missão: fazer novos amigos. Aprendi a me adaptar rápido a novos ambientes. Estudei quase sempre em escola pública. Minhas dificuldades eram maiores que dos meus colegas. Um ano em uma escola, no outro ano mudava e tinha que estudar no ritmo de todo mundo que já estava lá há tempos.
Quando saímos do Sul tive um choque cultural e de costumes. Conheci alguns povos indígenas, o que eu chamo de índio de verdade, e não aqueles que eu só conhecia por livros de história e filmes. Vi o que é essa tal desigualdade social de que tanto se fala e pouco se faz para mudar. Entendi como funciona o clima nesse país tão vasto. As aulas de geografia passaram a fazer mais sentido.
Depois que meu pai se aposentou, o velho hábito de mudar permaneceu. Às vezes acordava com uma vontade de morar em outro lugar e levantava acampamento mais uma vez. Mudava de emprego conforme a lua. Mudava o cabelo, o gosto pelas músicas, o prato preferido, enfim, mudava simplesmente.
Foi num dia comum que decidi mudar esse hábito também. Larguei mais um emprego, coloquei tudo na mala e voltei para Ijuí. Depois de tantos anos, queria criar raízes.
Meu plano era simples: arrumaria um emprego, um marido e compraria uma casa.
Arrumei o emprego mais estável possível. Marido? Tive alguns ensaios mas não nunca é o certo. E a casa ainda não comprei. E descobri que tenho evitado isto com muito empenho. Na minha cabeça, se compro uma casa, então me prendo a ela. É aquela veia cigana que fala mais alto e que ainda quer me arrastar mundo afora para testar o desconhecido.
Ainda não encontrei um chão para chamar de meu. Não pertenço a lugar algum. Viver solta assim é minha sina.
Nunca rotina. A vida na escola era empolgante. Todo ano tinha uma missão: fazer novos amigos. Aprendi a me adaptar rápido a novos ambientes. Estudei quase sempre em escola pública. Minhas dificuldades eram maiores que dos meus colegas. Um ano em uma escola, no outro ano mudava e tinha que estudar no ritmo de todo mundo que já estava lá há tempos.
Quando saímos do Sul tive um choque cultural e de costumes. Conheci alguns povos indígenas, o que eu chamo de índio de verdade, e não aqueles que eu só conhecia por livros de história e filmes. Vi o que é essa tal desigualdade social de que tanto se fala e pouco se faz para mudar. Entendi como funciona o clima nesse país tão vasto. As aulas de geografia passaram a fazer mais sentido.
Depois que meu pai se aposentou, o velho hábito de mudar permaneceu. Às vezes acordava com uma vontade de morar em outro lugar e levantava acampamento mais uma vez. Mudava de emprego conforme a lua. Mudava o cabelo, o gosto pelas músicas, o prato preferido, enfim, mudava simplesmente.
Foi num dia comum que decidi mudar esse hábito também. Larguei mais um emprego, coloquei tudo na mala e voltei para Ijuí. Depois de tantos anos, queria criar raízes.
Meu plano era simples: arrumaria um emprego, um marido e compraria uma casa.
Arrumei o emprego mais estável possível. Marido? Tive alguns ensaios mas não nunca é o certo. E a casa ainda não comprei. E descobri que tenho evitado isto com muito empenho. Na minha cabeça, se compro uma casa, então me prendo a ela. É aquela veia cigana que fala mais alto e que ainda quer me arrastar mundo afora para testar o desconhecido.
Ainda não encontrei um chão para chamar de meu. Não pertenço a lugar algum. Viver solta assim é minha sina.
sábado, 17 de julho de 2010
Viajar é preciso!
Meu combustível é a estrada e meu carro é uma extensão minha. Se estou triste, ansiosa, ou qualquer outro sentimento inquietante, só consigo pensar em viajar. Minha mala está sempre pronta sorrindo para mim no alto do armário.
Tenho lembranças das mais felizes no último verão. Estrada, estrada, estrada. Atravessando sozinha o estado, rumo à Floripa, meu elixir de tranquilidade.
E que alegria é estar com minhas amigas. Sempre é festa, mesmo que seja num domingo de chuva, reunidas em cima da cama e divagando sobre as dores de amor.
Ah, os amores!
Pego a estrada para ter um momento incrível com quem amo. Pego a estrada para esquecer quem já não é amor. Chegar não é importante. Enquanto estou em movimento, vou avaliando tudo. Descubro erros e acertos fantásticos. Como naquele último carnaval... tivesse feito tudo diferente, talvez, mas apenas talvez, fosse diferente.
Mais adiante no tempo, curei mágoas na estrada outra vez. Me refiz numa viagem à Rivera. Amigas rindo juntas, fazendo compras juntas, descobrindo coisas juntas. Cada uma deixou sua parte de problemas em casa.
Por tudo isto, fico inquieta esperando a próxima chance de partir. Ansiosa pelas próximas aventuras. Pelos próximos amores. Afinal, vida é movimento e viajar é preciso.
Tenho lembranças das mais felizes no último verão. Estrada, estrada, estrada. Atravessando sozinha o estado, rumo à Floripa, meu elixir de tranquilidade.
E que alegria é estar com minhas amigas. Sempre é festa, mesmo que seja num domingo de chuva, reunidas em cima da cama e divagando sobre as dores de amor.
Ah, os amores!
Pego a estrada para ter um momento incrível com quem amo. Pego a estrada para esquecer quem já não é amor. Chegar não é importante. Enquanto estou em movimento, vou avaliando tudo. Descubro erros e acertos fantásticos. Como naquele último carnaval... tivesse feito tudo diferente, talvez, mas apenas talvez, fosse diferente.
Mais adiante no tempo, curei mágoas na estrada outra vez. Me refiz numa viagem à Rivera. Amigas rindo juntas, fazendo compras juntas, descobrindo coisas juntas. Cada uma deixou sua parte de problemas em casa.
Por tudo isto, fico inquieta esperando a próxima chance de partir. Ansiosa pelas próximas aventuras. Pelos próximos amores. Afinal, vida é movimento e viajar é preciso.
Colecionando Nuvens
Hoje estreia este espaço, simples, mas autêntico. Quero dividir meus pensamentos que já nem cabem mais em mim mesma. Afinal, é um mundo muito grande para permanecermos isolados em si.
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