Foi em um momento à toa que olhei aquela foto e eu quis.
Como se quer o sol à beira do mar.
Como se quer a água durante a sede.
E fui querendo e querendo ainda mais.
Pensamento fixo.
Único verbo a conjugar.
Depois ouvi a voz naquele recado gravado.
E quis outra vez.
Do jeito que se quer brisa num dia de calor.
Do jeito que se quer carinho diante da tristeza.
Então eu toquei a pele e senti o gosto numa noite de verão.
Veio o arrepio, o abalo na estrutura e desmoronei.
Permaneço no desejo.
Feito pássaro que deseja o céu.
Feito criança que deseja o riso.
E apenas desejo assim.

Nossaaaaa...palavras perfeitas que me dão sensações de não ter fim...
ResponderExcluirDebocaberta...total!! adorei cada vurgula, cada espaço, cada letra desenhada neste lindo texto... beijos em voce!
Eita, desejo lindo...!
ResponderExcluirAdorei o texto, Li!
Bjo,
Tá
Às vezes quando olho antigas imagens de um quase futuro, bate o desejo do vivido e do que poderia ter sido...
ResponderExcluirCaro Anônimo, não conheço um único ser humano que não padeça desta mesma "desejança".
ResponderExcluirSim, todos padecemos...mas o que muda é sempre nosso objeto e o lugar onde as pessoas se manifestam sobre sua dor.
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