Já não sei contar quantas vezes eu disse adeus.
Quantas vezes a lágrima caiu sem que alguém visse.
Quantas palavras esmaguei entre os dentes.
Mas foi quando você partiu que eu morri.
Enterrei os sonhos, as doçuras da vida e quem eu era contigo.
Você nunca mais voltou.
Eu nunca mais voltei para mim.
A dor da perda é uma pintura que desbota com o tempo.
Você levou o que eu tinha de melhor.
E sua herança para mim foi apenas amargura.
Chorei quando se foi. Chorei o amor perdido.
Chorei essa morte em vida.
Quase não te recordo mais. Mas ainda vive em algum lugar em mim.
E assim, como quem expele o sentido, eu suspiro, apenas, suspiro.
no silêncio do suspiro cabe tudo, até o sentido. Suspiro é grito que o silêncio dá. E expele, dor, amor e sentido.
ResponderExcluirSentir.
Muito legal poder conhecer esse espaço!
Beijos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCria-se casca. É preciso...
ResponderExcluirMas um dia, alguém passa por ela e encontra a pele pronta para ser tocada.
Beijo!
Meninas, é a pele que suspira, pede, implora. Um dia alguém ouvirá. Beijos.
ResponderExcluirNã há como fugir...
ResponderExcluire a gente se esconde da gente mesmo,
atrás da gente mesmo, mas sempre com a esperança de sermos (re)encontrados...
"Quase não te recordo mais"
ResponderExcluirIsso é o que considero imperdoável: deixar que eu, aos poucos, esqueça. Perdeu-se o pra sempre. Jogou o presente fora.
Mas isso também é saúde, é cura, cicatrização.
Precisamos estar fortes porque, acredite, acontece de novo...
Beijos, sua linda!
A luta continua, companheiras!!!!
ResponderExcluirConheço essa história... é?
ResponderExcluirbeijo