quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma fogueira para as vaidades

Quanta vale uma opinião? Nada. Ou tudo. É sempre o outro que confere valor.
Dia destes externei o que pensava, algo como o comentário do comentário. Simples assim, como se faz a todo momento pelas tantas redes sociais. Fui recebida pela hostilidade. Bem feito para mim. Antigamente, era educado opinar se solicitado ou, ao menos, subentendido isso.
Mas, se por um lado, o mundo virtual abriu possibilidades de interagir, trouxe consigo a velha lei "para toda ação haverá uma reação".
Estava elaborando o contra-ataque quando me deparei com a desnecessidade da revolta. Não estava eu apenas reagindo a uma opinião anterior? E agora indignada com a reação da reação.
Mas afinal, aí mora a interação. E ela não é feita apenas de troca de informações combinantes. Mas é na diferença que se cresce. Uma outra visão do mesmo objeto que pode mudar minha atitude.
Percebi a banalidade que sobrecai nos debates. Seja a respeito da cor de roupa que devo usar até a quem devo destinar meu voto.
Eu não preciso ter opinião sobre tudo. Não é toda opinião que precisa ser externada. E, na maioria das vezes, eu realmente não me interesso pelo que o outro pensa sobre o que eu penso.
Retiro-me solenemente desta batalha virtual em que não há vencedor. Apenas egos degladiando-se por audiência. Quero um pouco mais da boa e velha educação. Avance comigo à medida que eu avançar, e vice-versa. Não precisamos concordar em tudo, apenas respeitar nossos pontos de vista.

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