Depois de duas cervejas que encontrei na geladeira, mudei os canais na tv mais por instinto do que por vontade. Deixei o quarto à meia luz e preparei a mente para relaxar. Foi quando detive-me em um canal de filmes antigos onde passava Kramer Vs. Kramer, filme que eu sempre gostei.
O drama do filme sempre me comoveu. Basicamente o desespero é o que circula pela história. Desespero pela manutenção do amor, a permanência do amor. Foi a primeira vez que pensei naquela história e me vi. Quando se é muito jovem, a visão que temos de amor é de Romeu e Julieta. O amor não é o que sempre vence, mas é o que faz tudo se mover.
Amor de família, amor de casal, amor de amigos, amor de coisas, até amor de momentos. Quem não vive o amor, não vive.
Sempre fui longe no que me causava entusiasmo. Como espremer limões, tirando todo o sumo possível da fruta. Alguns podem me chamar de impulsiva. E já ouvi até quem dissesse que me admirava por isto. A mim não interessa o rótulo, o efeito que causa nos outros. Esta sou eu vivendo, apenas.
E como os Kramer, em luta pelo filho no filme, eu me desespero. Se eu amo, eu quero poder dizer, eu quero estar, eu quero viver o que amo.
Que ninguém me condene por querer tudo agora. Pois o agora é o que estou sentindo. Então, que ninguém me peça para esperar. Por que sentimento só deixa sabor doce de lembrança se for bem vivido.

Eu adoro esse filme... e, apesar de dizer que não acredito muito no amor, eu até espero...
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