sábado, 22 de outubro de 2011

À espera

Depois de duas cervejas que encontrei na geladeira, mudei os canais na tv mais por instinto do que por vontade. Deixei o quarto à meia luz e preparei a mente para relaxar. Foi quando detive-me em um canal de filmes antigos onde passava Kramer Vs. Kramer, filme que eu sempre gostei.
O drama do filme sempre me comoveu. Basicamente o desespero é o que circula pela história. Desespero pela manutenção do amor, a permanência do amor. Foi a primeira vez que pensei naquela história e me vi. Quando se é muito jovem, a visão que temos de amor é de Romeu e Julieta. O amor não é o que sempre vence, mas é o que faz tudo se mover.
Amor de família, amor de casal, amor de amigos, amor de coisas, até amor de momentos. Quem não vive o amor, não vive.
Sempre fui longe no que me causava entusiasmo. Como espremer limões, tirando todo o sumo possível da fruta. Alguns podem me chamar de impulsiva. E já ouvi até quem dissesse que me admirava por isto. A mim não interessa o rótulo, o efeito que causa nos outros. Esta sou eu vivendo, apenas.
E como os Kramer, em luta pelo filho no filme, eu me desespero. Se eu amo, eu quero poder dizer, eu quero estar, eu quero viver o que amo.
Que ninguém me condene por querer tudo agora. Pois o agora é o que estou sentindo. Então, que ninguém me peça para esperar. Por que sentimento só deixa sabor doce de lembrança se for bem vivido.

Um comentário:

  1. Eu adoro esse filme... e, apesar de dizer que não acredito muito no amor, eu até espero...

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