segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Do Armagedon...

Nada está firme neste chão. Nada está estagnado no ar. Apenas nossa cegueira e falta de tato permanece imóvel.
Somos bípedes pensantes de cérebros geniais. Temos o dom da criação e da destruição ao mesmo tempo. Rodin esculpiu visões desfazendo a pedra alva e antiga. A Terra que nos julgue e condene por roubar o direito sobre as coisas.
A água que bebo não é minha. Minhas plantas do jardim não me pertencem. Posso movimentar a areia do deserto e, ainda assim, nenhum grão será meu. O que faço neste planeta é obsceno. Nenhuma geração desta espécie é superior ao pó que há no caminho.
O que podemos fazer não nos torna dignos de herdar. De nós, nada restará. Tudo voltará a ser poeira.

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