terça-feira, 27 de julho de 2010

Daquele jeito...

Final de semana fui à Capital para matar o tempo e visitar amigos. Foi tudo muito divertido, tirando dois momentos: a ida e a volta.
Viajar em ônibus lotado no inverno é tão massacrante quanto viajar em ônibus lotado no verão. Primeiro problema, a Lei de Murphy. Quanto mais eu rezo para que seja um carinha lindo e simpático que sente ao meu lado, aí sim é que senta alguém com cheiro duvidoso, cheio de sacolas de plástico e, na pior das vezes, puxando assunto.
Então, a criatura resolve dormir, o que até me deixaria aliviada não fossem as baforadas em minha direção, o ronco de motosserra e a incrível capacidade de ocupar o meu espaço sem mostrar constrangimento algum.
A volta não foi diferente. Incluindo a demência de alguns que insistem em comer Pingo D'Ouro dentro de um ônibus lotado, em que não se pode abrir as janelas e a calefação atingia níveis da atmosfera do Sol.
E como tudo que já está ruim, tende a piorar. Comprei a última passagem do dia, com direito a sentar na poltrona ao lado do banheiro. Claro que a porta do banheiro não estava funcionando e o cheiro de pinho com urina já me fazia ter alucinações.
E está comprovado que balanço de ônibus na estrada e pessoa sonolenta indo ao banheiro resultam em mais um motivo para eu desejar ter ido caminhando de Porto Alegre a Ijuí.
Coisa que não entendo é a instantânea necessidade dos seres puxarem da bolsa o frango enfarofado quando o ônibus sequer deixou a rodoviária.
Enfim, essas viagens de ônibus são um teste de paciência e resignação. Mas, da próxima vez, gostaria de ir no bagageiro, afinal, mala por mala prefiro as que não se mexem, não respiram e não se alimentam.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tempos melhores!

Hoje vi o carteiro se aproximando e um sentimento de nostalgia bateu em mim. Já sabia que ele trazia em mãos apenas contas a pagar, propaganda de todo tipo e coisas assim, escritas por uma máquina, sem vida, sem emoção.
Lembrei tanto de como meu coração disparava quando via o carteiro chegar na minha rua. Ficava na janela cuidando para ver se ele tinha alguma carta a me entregar. E que sensacional era ver aquele homem atravessar a rua e vir deixar a correspondência.
Falo de um tempo que nem é tão distante. As mudanças acontecem tão rápido. Quem lembraria da última carta que recebeu? Eu não lembro nem do último scrap que deixei na página de alguém na internet.
Eu abria as cartas com tanto carinho e cuidado. Degustava as palavras sem pressa. Uma carta de amizade, de amor, de saudade, de preocupação, de boas-novas, etc. Havia tanto a se dizer em uma carta, desde as palavras até o tipo de papel, a cor da tinta da caneta, e as confissões desenhadas no cantinho da página.
Não acho que tudo mudou para melhor. Estamos cada vez mais automáticos. Mais máquina e menos humano.
Assim, "venho por meio desta dizer..."

terça-feira, 20 de julho de 2010

10 razões para você não gostar de mim.

De tanto ver a auto-propaganda por aí, fiquei tentada a ir na contramão de tudo.
Você se esforça tanto para causar boa impressão que acaba virando uma farsa. Não poupa adjetivos para exaltar as próprias qualidades, chegando a deixar o dicionário envergonhado por não acompanhar essa necessidade de elogios. 
Engraçado que a pessoa vai adaptando a personalidade de modo que te satisfaça. E admito que é mais fácil agir assim do que deixar à vista o rol de defeitinhos e manias.
Aproveitei então a ociosidade que me rondava e divaguei sobre o assunto, chegando aos meus 10 defeitos principais que talvez você deva levar em consideração:
1) Teimosa (teimoso é quem teima comigo);
2) Prepotente (sempre dando passos maiores que as pernas);
3) Briguenta (só pelas causas que me parecem nobres);
4) Volúvel (adoro mudar de ideia);
5) Compulsiva (por comprar maquiagem e roupa);
6) Desorganizada (a vida pessoal, não as coisas materiais);
7) Desconfiada (gato escaldado tem medo de água fria);
8) Orgulhosa (se estou certa, estou certa e pronto);
9) Indisciplinada (vivo matando os treinos na academia);
10) --------------- (deixo esse para livre escolha).

Mas que bom ser essa loucura que é ser humano!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Você não é se você não quer!

Definitivamente entrei nessa onda de pensar que sou o "gás da coca-cola". Tem gente por aí tentando enganar a si mesmo, pois enganar os outros seria impossível. Desculpa a você que se acha a cara daquela atriz da novela da Globo, ou cantora famosa. Mas é impossível resistir e resolvi tirar onda desse jeito "me-acho" de ser.


Entre os avatares da vida real que perambulam por aí, tem quem pensa que é, mas pensa tanto que resolveu acreditar nisso. O que aconteceu? Surto coletivo? E para provar que sou "maria-vai-com-as-outras" criei minha versão iludida de mim mesma. 


Perdão pela infame ousadia, mas Gisele há de entender e perdoar.


No mais, quem não consegue melhorar a si mesmo, tem que copiar.

Vermelho paixão!

Este é meu sonho de consumo. Já imagino eu e meu Maverick rodando pelas ruas. Quem disse que mulher não entende de carro?!