terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Regras para ser feliz

Regra nº 1: Pergunte-se se quer ser feliz mesmo ou não.
Regra nº 2: Se a resposta for negativa, você já é feliz assim. Se for positiva, tente lembrar da sensação que teve na última vez em que matou a sede com um copo de água bem gelada.
Regra nº 3: Guarde esta sensação na memória. Felicidade acontece a todo instante e você está ocupado demais pensando grande.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O preço

Todo mundo tem um preço. Tudo é uma questão de fazer a oferta certa.
Nem sempre a moeda é de metal ou papel. Vejo comércio sendo feito com qualquer coisa.
Aquilo que o outro precisa ter e que eu tenho, de certa forma, me confere algum poder.
A moeda universal é o poder. Já foi o sal, já foi a seda, já foi a fé.
Mas o que se busca é o poder.
Crianças querem o poder sobre seus pais e exigem doces e brinquedos, talvez chamegos.
Adultos tornam o sistema mais complexo. A namorada quer poder barganhando com seus carinhos e elogios.
O colega de trabalho quer aquela promoção antes de você, mesmo que não tenho objetivos claros, mas é vaidade falando mais alto.
Leões lutam entre si por território de caça... e nós queremos matar leões por dia para termos mais poder.
Engana-se quem acha que é o dinheiro que corrompe. Antes de termos caráter, temos instinto. E não há satisfação maior que ter nas mãos os desejos dos outros, manipular e decidir, assim, feito um rei em seu castelo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A era da cretinice

Alguém viu a tal Era de Aquário por aí? Eu não tenho notado muita elevação espiritual e nem mudanças significativas.
Somos embalados à vácuo por programas de tv non sense, livros que ensinam o que todo mundo já sabe, músicas que fariam Mozart cortar as próprias mãos. Estamos entretidos com a vida alheia, deixando passar o tempo como se ele fosse de fonte inesgotável.
As mulheres não sabem o que fazer com a sua tão sonhada igualdade de direitos e os homens começam a perceber certa vantagem em deixar a batalha pesada para o sexo dito frágil.
Adultos infantilizados e crianças brincando de ser adultas.
O respeito é quase uma lenda urbana. A regra é viver para si e o outro que aguente.
Sexo e dinheiro são mantras. Amor é acessório e só encontra lugar naqueles textos infinitos, compartilhados em massa nas redes sociais. Não, amor não são palavras amontoadas.
O trânsito é uma via de guerra. A educação parece um fardo pesado demais e jogado de um lado para o outro, feito batata quente.
Eu fico confusa quanto ao que posso comer. Hoje saiu uma pesquisa dizendo para comer tomate e carne de frango. Mas, ainda ontem, outra pesquisa dizia que o tomate é cancerígeno e a carne de frango tem substâncias nocivas à saúde humana.
Em um único dia tudo muda mas nada realmente modifica.
Não se ouve o que o outro diz. Cada um está em seu próprio monólogo. 
Temos discursos bastantes para ações tão vazias. Vivemos de assinar acordos de paz, de cooperação, de ajuda mútua. Mas o que vale é o "olho por olho e dente por dente".
Continuamos sentados em frente à tv, com a barriga cheia de fast food enquanto, do outro lado da telinha, alguém mostra cenas de gente em pele e osso, morrendo em valas. Mudemos de canal, por favor. Só há espaço para o que agrada aos olhos.
A visão é dantesca, talvez nem Dante poderia suportar... mas, há de seguir em frente. Enquanto o globo ainda orbitar, tudo poderá ser diferente. Eu acredito.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A sentimental

Lá vem mais um final de ano nos fazendo repensar a vida. É tão massante! Essa auto crítica que vem em peso com tempo limitado. Chega logo, ano novo!
Eu quero vestir aquela roupa nova da coragem, usar sapatinhos de cristal e deixar os cabelos soltos ao vento. Que venha uma página em branco pronta para outra história. Nem prometo que irei errar menos. Nem prometo que farei diferente. Eu acho mesmo é que vou cometer a mesma loucura de formas diferentes.
Vou comer das uvas da sorte. Pular 7 ondas do futuro. Brindar ao tempo, enquanto ele ainda há.
Traga-me mais abraços, mais doçura em dias que serão amargos. Que eu seja presente e que o passado seja apenas um calendário rabiscado.
Tem mais do céu na minha estrada. Caminharei nas estrelas e serei um tanto melhor. E eu não espero mais por você. Eu prossigo.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um pouco mais do mesmo

Súbita euforia relativa. Euforia crítica em estado de combustão. Quase insólita. Talvez insólita.
Da noite ao dia, tanta bondade. Vem feito carinho embalado em abraços. É passageiro, eu sei.

Comemoração embriagada cambaleante. Palhaçadas sem riso. Sorriso sem vontade. Te presenteio por obrigação. Agradeça-me por educação. Convivência conivente. Tudo aceitável na noite de Natal.

Tudo está por um fio e ninguém dança enquanto a música prossegue. Coreografias de maxilares à mesa. Tão bonito e iluminado! Nunca saberei se desta vez é verdadeiro ou, apenas, um pouco mais do mesmo.