sábado, 2 de outubro de 2010

A véspera.

Sofro da angústia da véspera. Esperar. O tempo tem vontade própria, arrastando-se ou pulando momentos.
Sofro de esperar. Necessidade de agir, agora.
Tudo está cadenciado no universo, menos eu. As horas riem enquanto me debato em vão, feito peixe procurando pelo mar enquanto a areia o engole.
Sou ingênua criatura neste mundo. O minuto que me é precioso nada representa na idade da Terra.
Mas o minuto que foge inutilmente me é muito caro. A palavra é ação.
Respiro o tempo, faço círculos na água do anseio e apenas espero. Há um sábio que mora nessa pausa. Não o vejo, apenas sigo sofrendo.

2 comentários:

  1. Somos pares nesse "sofrer", isso é igual aqui.

    Só divergimos nos motivos, hehehehehe nunca precisei esperar urnas =P

    Mas olhando pela ótica poética, que sempre é sentimentalóide e quase sempre da forma como leio, é um belo passeio pelas esperas, pelos minutos desperdiçados ou contemplados com o resultado da espera.

    Adorei!

    Beijo sua linda!

    Du

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  2. Gente, eu realmente escrevi isto enquanto esperava as urnas eletrônicas serem entregues na sessão. Mas leiam e interpretem livremente.

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