segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A tempestade

Longe, na última linha do meu horizonte, há uma tempestade. Em meu céu de suave azul, repousam nuvens de algodão. Em meu céu repouso meu coração. Aqui, o que está em cima é como o que está embaixo... 
Não me convide para entrar na sua tormenta. Não me chame para o fim da estrada. Preencha-se do seu próprio vazio. 
Longe demais de mim, chove sua própria tristeza. Escoa pelo asfalto um tanto de terra, outro tanto de mágoa. Pois que esse vento transtornado nunca vem do leste. É filho do norte, da noite mais longa, da morte mais lenta. 
Meu céu tem sol nascente. Meu chão tem a rosa. Sou tríade. Sou una. Eu fico. Você, poeira.

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