Nádegas quadradas na cadeira desconfortável, esperando o número maldito aparecer na tela. Banco. A instituição do inferno.
O sujeito tinha tanto gel no cabelo que chegava a pender a cabeça. Serviço fácil e rápido, pensei. Nada é tão simples quando o Capeta usa crachá e fala ao telefone.
Fui buscar meu novo cartão. Aquele pedaço de plástico que faz mais estrago que navalha.
"Desculpe, moça. Mas não estamos encontrando seu cartão. Alguma falha no nosso sistema". Hein? "Estaremos entrando em contato esta semana assim que o encontrarmos."
Saí do prédio e absorvi o calor da rua. Dois passos na calçada e uma certeza: o inferno é burocrático.
Uma vez quase quebrei a porta de vidro do Bradesco com um chute - quase-foi meu primeiro surto psicótico-bancário.
ResponderExcluirA senha não era 666 não?
ResponderExcluirhahahahaha dizem que o cálculo que chegou ao 666 está errado. Acredito!
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