Ah, o arrependimento!
Palavrinha feia e amargurada. Mora no tempo passado e não aproveitado. Mora no
tempo perdido da escolha errada. Mora na intenção que não virou ação. Agora
mora no meu pensamento, fazendo fronteira com o desejo que não realizei. E o
cálculo é simples: o arrependimento aumenta na mesma proporção do desejo. Faz o
querer ser mais urgente. Na urgência, revelo minha intenção, coloco em risco
meus planos de conquista. De dominação passo a dominada pela necessidade de ter
de volta o momento exato em que não disse, não fiz, não vivi. Arrependimento,
teus dias estão contados!

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