Abro o link e chove aquele texto sonso na minha tela. Um amontoado de palavras repetidas e tudo o que me causa é tédio. Era mais como um dedo na cara de alguém que provavelmente nem sabe que incomoda tanto assim.
Percorro atualizações deste mundo virtual em todos os recantos que me faço presente. Alguém indica uma música para dizer que é descolado e outro cita um autor arcaico por total falta do que dizer. Que necessidade é esta de ser notável?
Tragam-me o novo. Eu não estou interessada em pessoas e suas rotinas, eu quero acontecimentos. Vamos ao que faz a diferença.
E tem aquele outro lugar que você jorra seus pensamentos em forma de caracteres. Então vem o chato e te desfere uma crítica, como se ele fosse o representante universal da verdade absoluta.
Que benção o poder de deletar frases, opiniões e pessoas. Tudo que incomoda desaparece. Reina a paz. Breve, mas resistente.
Toca o telefone e o mundo real te suga de volta à vida de verdade, onde a opção de deletar é só uma vontade que esbarra na educação, por vezes na covardia.
Ok, quando tudo ficar trivial sempre há a fuga para o mundo dos bits.

Ou a fuga para o suco de maracujá.
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