Na cadeira de balanço ele lembrou da infância.
A brincadeira ainda é a mesma, mas perdeu a graça.
Embala o corpo, deixa o pêndulo da vida agir.
Lembra de nomes que não dizem nada.
A memória brota e jaz imediatamente.
O sentimento também envelhece.
Já ouve fome de conquistar o mundo.
Agora não há mais o que saborear.
Tem no peito um coração enrugado.
Caem as pálpebras como cai a noite.
Sonhos de criança no balanço.
E nunca mais acordar...
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