Foi quase um soco no rosto quando abri a janela. Acostumada à penumbra do quarto, fiquei zonza.
Deixei o ar de fora me contar as novidades. Observei a cortina esvoaçando, a imaginei tentando dançar de feliz.
Algumas nuvens passeadeiras no céu despedindo-se, indo chover em algum outro lugar. Voltaram as cores de aquarela na paisagem. Prenúncio de primavera.
Abri meu coração e coloquei ao sol para aquecer. Joguei a alma debaixo das águas que o tempo jorrou. Dei a mim o direito à lavação para tirar as nódoas de ressentimentos.
E tudo ficou tão alvo e com cheiro de vida nova. De alma lavada, me enfeitei mais uma vez à espera de um presente. Venha o destino até mim que hoje vamos dançar!

indicada pro Bordel.
ResponderExcluirgostei! muito! =)