Tem palavra que devora.
Rasga minha roupa.
Dilacera num segundo.
Parece instinto e só isso.
Mas a boca pronuncia.
Tudo em volta inflama.
Diga-me outra coisa.
Palavração...
Machuque-me, enfim.
Fonemas selvagens livres.
Palavras famintas de vítimas.
E eu respiro em suas pausas.
Aguardo o ponto final.
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