Lá vem a turma da revolta de pijama. A Marcha da Sonolência. Eles chegam primeiro na segunda-feira e são os últimos a sair da semana, não sem antes reclamar ao infinito e além. Tudo bem que a reclamação é, até certo ponto, salutar. Todo ser humano precisa externar. Ninguém vive 24h na vibe sussa.
O problema é que tem uma galera que reclama de tudo, mas de tudo mesmo! Não gosta quando chove, mas reclama do sol também. Não gosta de sertanejo universitário e acha que quem ouve isso tem que morrer, mas está bem feliz em casa ouvindo um pagodão, justamente o pagodão que criou a maioria das músicas que gerou essa moda sertanejo-grudentinha.
Esse pessoal também odeia a política. Falou em política é como chamar o Diabo para jantar. Já acha que fazer fogueira com a Capital Federal seria mais útil ao país do que tentar, ao menos, lembrar o nome do candidato a quem deu seu voto na última eleição. Aliás, sujeito vota nulo achando que vai ter a alma levada para o paraíso onde o esperam 77 virgens só de baby doll.
Mas o movimento é organizado. Tem método simplificado e objetivo: matar e perguntar depois. A ideologia é básica, com muitos jargões e quase nenhuma argumentação. Toda a ideologia parece basear-se nos tratados intergalácticos “Se há fumaça, há fogo” e “Olho por olho, dente por dente”.
Os revoltados de pijama são extremamente ativos. Eles saem às ruas imaginárias fazer protestos para o nada. São ágeis na arte da digitação rápida e com o maior número possível de erros ortográficos. O importante não é escrever corretamente, é atacar. Mestres em dar socos no ar. Autodidatas na linguagem do esculacho. Em outras palavras, apenas chatos virtuais.
Conhecer para entender e depois falar com o objetivo de transformar.

Ah se todos falássemos apenas com o objetivo de transformar. Ou pelo menos se pensássemos segundos antes de proferir a palavra, na intenção de não saturarmos o mundo com falácia torpe... Talvez, assim, descortinasse aquilo que realmente traz mudanças ou engrandece. Mas acho que somos rebeldes demais para isso! :D
ResponderExcluir