Um click no link e a página em
letras berrantes e ortografia suspeita noticiando que “fulana de tal” foi flagrada caminhando na orla de uma famosa praia turística deste país. Suspiro
de tristeza, desgosto ou de tédio mesmo. Outro click: o modelo/ator “beltrano” (sim,
porque modelo/ator é destas novas profissões por aí para empregar bacharel em
reality show), enfim, o rapaz foi visto aos beijos com uma loira desconhecida
na balada, fato narrado com obcecada insistência em sugerir uma possível cornitude referente
ao ato praticado.
Para provar que sou teimosa, persisto
procurando as notícias em meio a tanta bobagem sobre a cor de esmalte mais
pedida da novelinha, ou “10 dicas para melhorar o sexo”, ou ainda, as últimas
sobre a briga de duas mulheres-bunda. Mas, quase que nas entrelinhas e entre um
anúncio da Polishop e outro, encontro algumas matérias realmente interessantes,
do tipo que faz mais do que relatar fatos, do tipo que planta a semente do
pensar para além do espetáculo fantasioso que tem sido isto a que chamamos de
sociedade. Do tipo que ousa levantar a cortina no fundo do palco e ver como as
coisas realmente são.
E por falar nisso, não deixe de
responder à enquete sobre o tema “você é a favor ou contra a morte do vilão da
novela?”.

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