segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Outro tijolo na parede

Pensar na educação hoje em dia é entristecer-se. Quem são os pais que estão educando esta geração? Quem são os pais que estão servindo de modelo para a criançada? Quem são os pais e quem são os filhos?
E daquela frase “os incomodados que se retirem” nem é possível aplicar. O mundo é um só e estamos todos nele. Mas a educação é o que nos mantêm no prumo e não faz o barco virar. Infelizmente, parece que a nau vai à pique, vazando água lentamente.

Existem dois sentidos para a educação: aquela que vem do estudo, do conhecimento, e esta que vem do berço. Esta que independe de condição financeira para se justificar, que não leva o selo de garantia acadêmico, mas que diferencia os homens dos apenas primatas.

Quando eu era criança, eu não sabia, mas era educação que recebia da hora de acordar até a hora de dormir. A liberdade era permitida aos poucos, como quando aprendemos a andar de bicicleta. A mão do pai te segurando firme até você aprender a ter o equilíbrio. Só então a mão protetiva vai se afastando lentamente enquanto você avança por si mesmo. Educar é segurar firme para proteger dos tombos enquanto a lição é bem compreendida.

Mas, hoje, o que mais se vê por aí é gente adulta mais infantil do que nunca. Gente que acha que pode escutar música bem alta e que o vizinho não tem que reclamar disso. Gente que aceita provocação no trânsito para provar que é muito bom em ser idiota. Gente que processa o professor por ter repreendido o filho. Gente que deve sim ter tido a boa e velha educação, mas acha que ser educado é ser otário.

Onde foi parar a compreensão e o respeito? Bem provável, na lata do lixo. Eis o “triste fim de Policarpo Quaresma”.

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