Duvido do equilíbrio.
A serenidade transtorna-me.
Se chego ao norte, já quero estar no sul outra vez.
Um rosto bonito me deixa com saudade da imperfeição.
Nenhum "eu te amo" é completo sem a dúvida.
Amarro-me a lugares que ainda não visitei.
Na chegada já desejo o retorno.
Duvido do equilíbrio.
Duvido de mim em todos os momentos.
Mas vivo melhor sem a certeza do ato.
Vivo apenas pelo fato.
E me satisfaço.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Foi assim...
Ali havia sorriso, havia esperança, havia a vida.
Era criança querendo brincar.
Não houve tempo para todas as brincadeiras, para todas as risadas, para todos os abraços.
Nos conformaremos.
Mas hoje não.
Em memória a Cristian Zancan...
Era criança querendo brincar.
Não houve tempo para todas as brincadeiras, para todas as risadas, para todos os abraços.
Nos conformaremos.
Mas hoje não.
Em memória a Cristian Zancan...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Um certo Álvaro de Campos...
ODE MARÍTIMA
"Ah, quem sabe, quem sabe, Se não parti outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim, Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do Espaço e do Tempo?"
Dum cais; se não deixei, navio ao sol Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim, Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do Espaço e do Tempo?"
Para frente...
Eu não sei quanto a você, mas eu sigo em frente...
Voltar não é possível e as paralelas da vida estão apenas na imaginação.
O caminho é único, adiante!
O que você faz aí parado e pensativo?
Voltar não é possível e as paralelas da vida estão apenas na imaginação.
O caminho é único, adiante!
O que você faz aí parado e pensativo?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A necessidade
Sujeito acorda pela manhã e vai até o banheiro. Joga água no rosto e passa os dedos pelo cabelo. Sonolentamente se vê no espelho.
Analisa o estrago que faz acordar o corpo enquanto a mente ainda dorme.
Ele sorri.
Deseja um bom dia para a imagem embaçada. Chega a pensar "quem é este otimista aí?". Não o conhece.
Vai ao trabalho como se fosse para a própria crucifixação. Começa a luta. Sorri para o porteiro, sorri para o guarda de trânsito, sorri para os colegas, sorri, sorri...
Por dentro é seco, árduo, cansado.
Ninguém pode saber. Leva-se muito tempo para criar uma fortaleza.
Passa o dia agradando a todos. Sendo gentil, educado mesmo quando o chefe lhe chama de incompetente. Resigna-se a duas frases: "Desculpe-me" e "Obrigado!".
Acaba o dia, não acaba a frustração.
Mas antes de dormir ainda pensa que amanhã ele vai fazer diferente. Mas só amanhã por que hoje já não há mais tempo.
Analisa o estrago que faz acordar o corpo enquanto a mente ainda dorme.
Ele sorri.
Deseja um bom dia para a imagem embaçada. Chega a pensar "quem é este otimista aí?". Não o conhece.
Vai ao trabalho como se fosse para a própria crucifixação. Começa a luta. Sorri para o porteiro, sorri para o guarda de trânsito, sorri para os colegas, sorri, sorri...
Por dentro é seco, árduo, cansado.
Ninguém pode saber. Leva-se muito tempo para criar uma fortaleza.
Passa o dia agradando a todos. Sendo gentil, educado mesmo quando o chefe lhe chama de incompetente. Resigna-se a duas frases: "Desculpe-me" e "Obrigado!".
Acaba o dia, não acaba a frustração.
Mas antes de dormir ainda pensa que amanhã ele vai fazer diferente. Mas só amanhã por que hoje já não há mais tempo.
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