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quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Adaptação
Tendo em vista o avanço tecnológico e, consequentemente, uma radical mudança nas relações sociais, foi necessário adaptar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e ajustar a conjugação do verbo "curtir", incluindo um novo tempo, o "Imperativo Perfeito do Umbigo". Segue abaixo a nova modalidade de conjugação:
VERBO: CURTIR
IMPERATIVO PERFEITO DO UMBIGO
1ª pessoa do singular: Eu me curto.
2ª pessoa do singular: Tu me curtes.
3ª pessoa do singular: Ele me curte.
1ª pessoa do plural: Nós me curtimos.
2ª pessoa do plural: Vós me curtis.
3ª pessoa do plural: Todo o mundo me curte.
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egoísmo,
língua,
vaidade,
verbo
domingo, 9 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Das confissões
Então é Natal... E só se fala
em promoção, em comprar, em gastar, em dinheiro, para o dinheiro...
Sou do tipo de pessoa que adora
as festas de final de ano, o clima de euforia-alegria-expectativa. Gosto de
enfeitar a casa, de planejar a ceia. Gosto tanto desses preparativos que talvez
devesse me chamar Natalina (ok, menos!).
Então você caminha pelas ruas e
vê o Natal anunciado nas vitrines. “Três por dez!”, berra o ambulante. Você se
convence de que a data é só mais uma gritaria sobre o valor monetário de todas
as coisas.
As crianças de hoje não sabem o
que é o Natal. Apenas contabilizam as possibilidades de presentes que vão
ganhar. E jogam-se ao chão entre lágrimas forçadas para persuadir adultos
desorientados a lhes dar o que querem.
As luzes de Natal nem brilham,
nem piscam, nem colorem mais, apenas vendem. A tudo se deu um preço. E transformaram-se
sensações em números, em códigos de barras. Distanciando-se do campo das
crenças, muito além de uma data do calendário cristão, o Natal é um dia para lembrarmos
como poderíamos ser melhores o ano todo.
Inevitável pergunta: por que
ainda acredito no Natal?
Tenho uma lembrança tatuada na
memória. Foi no Natal de 1986. Eu já estava naquela idade em que o encanto
havia sido desfeito e o tal do Papai Noel desacreditado. Então, na noite de
véspera, com a casa repleta de pessoas queridas, ele entrou pela porta da
frente. Sem anúncio, apenas o “Ho, ho, ho!”. Esqueci até de respirar. Corri
para um abraço cheio de alegria. Papai Noel estava ali! De roupa vermelha,
barba branca e cheio de presentes.
Fiquei ao lado dele por um
longo tempo. E, mesmo o flagrando puxar a barba para beber em um copo de
cerveja, mesmo reconhecendo nele os olhos e nariz do meu tio, mesmo sabendo que
o presente havia sido comprado pelos meus pais, mesmo assim eu estava feliz. Apesar
de tudo indicar a realidade, foi a magia do instante que sobreviveu. E é essa
magia que levo comigo para lembrar que somos sentimentos e não apenas números.
Sim. Meu nome é Lígia, tenho 35
anos e acredito em Papai Noel.
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domingo, 17 de novembro de 2013
Fazer ou não fazer?
O que é o domingo? São 24 horas
de prazo para sentir saudade dos dias úteis. Uma corrida contra o tempo. É um
objetivo, uma meta e um prazo.
O dia amado e odiado na mesma
proporção. É quando temos que decidir o que fazer ou não fazer para aproveitar
ao máximo. Otimizar o descanso e o lazer, tudo ao mesmo tempo. Ainda, lidar com
a ansiedade que antecede a segunda-feira. O domingo é morrer de véspera.
Se acordar meio dia vou perder
a manhã. Se acordar muito cedo, perco o descanso. Vou aproveitar para organizar
gavetas, visitar amigos, assistir tv, ler um livro, fazer um passeio, dar banho
no cachorro, lavar o carro, colocar os estudos em dia, testar uma receita nova
na cozinha, cortar a grama, ter uma ideia incrível, bolar um plano infalível e
buscar a paz mundial. Cabe tanta coisa em um domingo! E cabe até uma certa
tristeza quando ele chega ao final.
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