quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Das obrigações implícitas

Estava escrito em uma placa na rua, no encontro de dois caminhos, mas ignorei e segui. Aquele "PARE" impedindo que eu fosse adiante no meu próprio tempo, forçando a reduzir minha pressa, simplesmente assim. Absurdo! Não estava ali ainda ontem, tão explícita ordem contra a minha vontade.
Segui, insolente e arrogante.
No espaço de tempo que não lembro, ouço a urgência do telefone tocando, solicitando atenção máxima. Não atendi. Decidi que meus pensamentos eram mais importantes naquele instante.
Recebo um e-mail cheio de carinho de alguém que talvez goste tanto assim de mim. Apago. Carinho que me chega imposto. O afeto que espera a resposta, não é afeto, é condição.
Recuso estas obrigações escondidas, camufladas. Mas recuso dentro de mim, longe de onde habita a lógica, o racional e o juízo.

2 comentários:

  1. "O afeto que espera a resposta não é afeto, é condição."

    Adorei isso!

    beijo

    ResponderExcluir
  2. Tudo que é obrigação foge á lógica do afeto, carinho.

    Perfeito Lí.

    Sigo junto com a Mar na "frase de impacto":

    "O afeto que espera a resposta não é afeto, é condição."


    Beijo, incondicional =P

    Du

    ResponderExcluir