Um domingo aos pais. De acordar cedo, apesar da ressaca,
para abraçar seu pai-herói. Dia de lembrar com saudade gigante de quem já
partiu. Dia de desejar ter conhecido. Dia de aproveitar a presença. Dia de
ligar ao pai que mora longe e dizer “eu te amo”. Dia de presentear. E não
importa que sejam meias outra vez, importa que seja carinho autêntico.
Talvez o pai não tenha tido tempo para todos os seus
chamados. Talvez não tenha tido dinheiro para todos os seus pedidos de
aniversário. Talvez tenha andado distraído por conta do trabalho. Talvez ele
estivesse apenas tentando ser o melhor pai, da única maneira que soube ser.
Há quem não tenha orgulho dele. Que prefira dar um abraço a
um pai postiço. Há quem não admita as semelhanças. Quem renega o sangue. Quem
corta o vínculo. Haverá sempre a mágoa de criança que não brincou com seu pai.
Mas, hoje é domingo deles. Do pai e do filho, dos filhos do
filho. É um dia de tios, de irmãos, de amigos. E, também, o dia da mãe que
incorpora dois papéis. Simplesmente, dia de abençoar a função de ser pai, com
todos os significados que possa haver.
Se você tem a quem dizer “obrigado, meu pai”, que o faço não
apenas nesse dia de agosto. Aproveite qualquer momento. Seja uma razão de
alegria a quem só quer que você seja feliz. E, se acaso você não pode ter
orgulho de seu pai, então, seja você o orgulho dos seus filhos.

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