domingo, 12 de agosto de 2012

Pater Noster



Um domingo aos pais. De acordar cedo, apesar da ressaca, para abraçar seu pai-herói. Dia de lembrar com saudade gigante de quem já partiu. Dia de desejar ter conhecido. Dia de aproveitar a presença. Dia de ligar ao pai que mora longe e dizer “eu te amo”. Dia de presentear. E não importa que sejam meias outra vez, importa que seja carinho autêntico.

Talvez o pai não tenha tido tempo para todos os seus chamados. Talvez não tenha tido dinheiro para todos os seus pedidos de aniversário. Talvez tenha andado distraído por conta do trabalho. Talvez ele estivesse apenas tentando ser o melhor pai, da única maneira que soube ser.

Há quem não tenha orgulho dele. Que prefira dar um abraço a um pai postiço. Há quem não admita as semelhanças. Quem renega o sangue. Quem corta o vínculo. Haverá sempre a mágoa de criança que não brincou com seu pai.

Mas, hoje é domingo deles. Do pai e do filho, dos filhos do filho. É um dia de tios, de irmãos, de amigos. E, também, o dia da mãe que incorpora dois papéis. Simplesmente, dia de abençoar a função de ser pai, com todos os significados que possa haver.  

Se você tem a quem dizer “obrigado, meu pai”, que o faço não apenas nesse dia de agosto. Aproveite qualquer momento. Seja uma razão de alegria a quem só quer que você seja feliz. E, se acaso você não pode ter orgulho de seu pai, então, seja você o orgulho dos seus filhos.

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