quinta-feira, 7 de maio de 2015

Do vencer e outros mistérios

Acontece todos os dias, com milhares de pessoas pelo mundo. Acontece do outro lado do continente, ou do outro lado da rua. Acontece enquanto passa a telenovela, enquanto alguém ouve música. Acontece para quem está aguardando o ônibus depois de um dia cansativo de trabalho. Acontece para quem saiu para comprar pão. Acontece enquanto houver gente vivendo. 

Mas, afinal, o que foi que me aconteceu? Apenas a vida transcorrendo com um sentimento de vitória. Por que sempre considerei que vencer é estar vivo enquanto o segundo passa pelo ponteiro do relógio. A vitória mora nos detalhes do que fazemos diariamente. 

Eu não descobri a cura para nenhuma doença, não elaborei nenhuma teoria brilhante, nem construí obra memorável para a humanidade. Aliás, meu pequeníssimo passo não faz cócegas nos passos que direcionam a humanidade. Mas hoje fui vitoriosa. Por que, como disse, a vitória mora nos detalhes de um dia vivido sem pressa de ser grande. Vivido na paciência dos passinhos de formiguinha, de erguer um tijolinho após o outro. De saber olhar o céu e esperar a chuva, de esperar a água ensopar a terra, de esperar a semente brotar, de esperar a planta crescer e, finalmente, colher o fruto.

Hoje entendi que vence melhor quem acredita em si e não quem acredita no que se fala por aí. As atitudes grandiosas que me perdoem, mas os gestos mais insignificantes é que dizem do que somos feitos.

Enquanto isso... saboreio meu fruto colhido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário