Quando é que o amor chega?
Ele chega quando estamos
prontos para amar. Sem avisos e nem sinais. É tão simples que chegamos a
desconfiar e até fazemos um monte de bobagens por conta disso. Acreditando e desacreditando algumas vezes. Como se
saíssemos na rua despistando o amor, entrando em ruas erradas, dobrando em
esquinas incertas, só para ter certeza de que é ele mesmo que nos acompanha.
Um dia desses, sem avisos e
nem sinais, eu o encontrei. E, quase como todo o mundo, eu tentei despistá-lo
de início. Tentei me convencer a duvidar. Mas quando realmente é amor,
permanece. O amor fica na vida da gente apesar de haver obstáculos
aparentemente intransponíveis. Apesar de haver a má intenção alheia, o olhar
desaprovador de quem não tem afeto em si mesmo, apesar das opiniões a respeito,
apesar das línguas ferinas e dos venenos... Ainda assim, o amor fica.
Eu o conheci quando estava
pronta. Sem traços dos antigos erros. A mente relutou, mas meu coração o
reconheceu de primeira. Minha alma o recebeu como quem andou separada de ente
tão querido por um lapso muito grande de tempo, talvez eras. Nunca acreditei
nas possibilidades de outras vidas, mas como explicar a sensação de
familiaridade no teu abraço, no teu cheiro, na tua presença? Será mesmo que já
não vivemos isso? Eu que andava sempre tão por mim mesma, já nem sei ver o
mundo sem estar de mãos dadas contigo.
O amor me veio quando eu
estava de alma limpa para entender o que é amor. Veio por que minha vida
precisava de ti para ter mais sentido. Veio para me dar norte. Veio... e, talvez,
tenha estado comigo a vida inteira aguardando a hora de nos apresentarmos por
inteiro. E agora que nos achamos, quero permanecer contigo por toda a jornada,
ser tua luz quando tudo mais for escuro. Quero ser a mão sempre estendida, o
conforto, a prece e o riso da tua vida. Quero ser o que você é para mim todos
os dias. Eu te amo, simples assim.
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