Viver bem consigo mesmo é uma
arte. Nem sempre a vida imita a arte. O que meus passos ao longo do caminho me
ensinaram foi a difícil tarefa da aceitação. Ninguém precisa ser um ideal
humano. Eu gosto de quem sou. Em mim mora a imperfeição, o erro e o engano. Mas
não dou guarida à frustração de um objetivo inalcançável. Vou até onde minhas
forças me levam. Meus atos podem ser falhos, porém, sinceros.
Aceito quem sou. Procuro melhorar.
Porém, respeito meus limites. Só eu sei o que pode me fazer bem e o que pode me
derrubar. Ao bem, meu foco. Ao mal, minha distância. Por amor a mim mesma
desfaço os nós dos convívios forçados e fingidos. Não necessito da mão que
ajuda enquanto a boca me desgraça. Rejeito a amizade dissimulada, o pseudo amor
e o veneno destilado.
Sou o que sou sem esforço. Mantenho-me
arisca, o mundo anda um perigo. Mais tranquilo é um único coração amigo do que
uma centena de falsos sorrisos.

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