quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nem todo brilho é ouro



Viver bem consigo mesmo é uma arte. Nem sempre a vida imita a arte. O que meus passos ao longo do caminho me ensinaram foi a difícil tarefa da aceitação. Ninguém precisa ser um ideal humano. Eu gosto de quem sou. Em mim mora a imperfeição, o erro e o engano. Mas não dou guarida à frustração de um objetivo inalcançável. Vou até onde minhas forças me levam. Meus atos podem ser falhos, porém, sinceros.
Aceito quem sou. Procuro melhorar. Porém, respeito meus limites. Só eu sei o que pode me fazer bem e o que pode me derrubar. Ao bem, meu foco. Ao mal, minha distância. Por amor a mim mesma desfaço os nós dos convívios forçados e fingidos. Não necessito da mão que ajuda enquanto a boca me desgraça. Rejeito a amizade dissimulada, o pseudo amor e o veneno destilado.
Sou o que sou sem esforço. Mantenho-me arisca, o mundo anda um perigo. Mais tranquilo é um único coração amigo do que uma centena de falsos sorrisos.

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