Que saudades de mim!!!
Eis que me vejo à porta de casa e, com um sorriso de viajante, reconheço-me!!!
Quantos caminhos sinuosos percorri entre o perder-me de mim mesma até chegar aqui, no recomeço!
Finalmente, deixo ao chão o fardo pesado da bagagem de tudo que vivi.
Não renego as pedras, os espinhos ou as lágrimas... Tudo é parte de mim agora.
Dou o passo. Passado.
Entro em minha morada, percorro os espaços, paro em frente ao espelho.
Como o filho pródigo que à casa torna, abraço-me demoradamente.
Voltei.
Ah! Que saudades tive de mim!

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