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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mentira tamanho M


Injúria. Perjúrio. Calúnia. Difamação. Boataria. Fofoca. Disse-que-disse. 
E mentir é sempre um clássico em todas as estações. 
A verdade é uma roupa apertada que causa incômodo, um sapato que te lembra do calo em cada passo do caminho. 
A verdade é “démodé”. Não combina com o brilho barato do seu colar de cretinices. 
A mentira ainda é a “belle de jour”. 
Mas passa o dia, apresenta-se a noite e a verdade é a única que fica. 
Mentir é devaneio de um coração que tem medo do escuro.

sábado, 1 de setembro de 2012

Solidão não é deserto

Agora vamos falar de coisa boa, vamos falar de solidão. Isso mesmo! Que palavrinha temida e desrespeitada! Por muito tempo eu a equiparei à própria morte. Talvez pior que a morte (pois dessa, quem é vivo nada sabe), já que solidão é associada à rejeição, ao fracasso, à tristeza. 

Mudei minha visão a respeito dela. Criei certa afeição pela palavra. Pois tantas vezes vim a estar em estado de solidão mesmo na companhia de tanta gente. E mais outras tantas vezes, a desejei acima de tudo. Como temer a solidão se nos servimos dela a qualquer momento?

Famigerada solidão, é o que pensam os amantes. Mas, mesmo o amor precisa de solidão para não esgotar. Ainda que seja aquele momento só seu para ler um livro, para ouvir aquelas músicas que só você gosta, para andar de pijama e cabelos desgrenhados sem sentir culpa, ou ter um momento para pensar sem interferências externas. 



Solidão comparada ao deserto. Uma longa jornada sem ninguém para conversar, sem o afago, sem o porto seguro nos tempos de aflição. 

Estar sozinho é bom, é produtivo. Também é preciso afastar-se para enxergar o todo, ampliar o horizonte. Prosseguir no isolamento é decisão de cada um. Culpar aos outros por manter-se assim é despreparo de vida.