segunda-feira, 13 de maio de 2013

Das lutas



A luta contra a homofobia é uma causa importante, pois lida com o direito que qualquer indivíduo tem de não ser discriminado e/ou agredido por conta de sua opção sexual. Mas é estranho como o tema perdeu o foco e a função. E cabe aqui ampliar para muitas outras causas que acabam se perdendo nessa babilônia de opinião furada sem atitude alguma.

A impressão que tenho é de que há uma multidão enlouquecida e ansiosa por parecer politicamente correta e moderninha. Multidão predisposta a sair berrando tanta asneira que quase nem consigo mais ouvir as pessoas que realmente têm algo importante a dizer.

Uma multidão longe demais da tal conscientização social e próxima demais da intolerância. Quanta contradição nas atitudes! Pois, para defender uma causa, criam uma guerra. E no que essas pessoas ajudam? Nada. Fica muito difícil conversar em meio a tanto barulho. Como se um vizinho começasse o dia tocando uma música que você curte, mas no volume máximo, tão alto que você deseja nunca mais ter que ouvir aquilo. 

Acho inaceitável que em pleno século XXI a intimidade de uma pessoa tenha que ser objeto de discussão pública. Mas, mais inaceitável ainda é o fato de cidadãos ditos instruídos transformarem em circo a difícil conquista de direitos, mais propagando a discórdia do que o entendimento. E de arrasto leva-se à fogueira todo o tipo de assunto, desde religião até a cor da tinta de cabelo que se usa, ou seja, nada mais que um falatório de fim de feira.

Vejo pessoas engajadas medonhamente em causas. Digo medonhamente porque o fazem de maneira cega e torta. São pessoas que não estão interessadas na mudança social, são meros exibicionistas. Não importa qual seja sua luta, faça dentro de uma coerência. Defender, por exemplo, a luta contra a corrupção e, ao mesmo tempo, falar com repugnância de quem está em classe social menos favorecida. Dizer não contra a censura, mas censurar com base em xingamentos a quem tem opinião contrária. Meu amigo, quem disse que democracia era fácil?

Viver em pé de igualdade sendo tão diferentes e, ainda assim, evoluirmos juntos...  só me chamem ser for para valer.

Um comentário:

  1. antonio j cerqueira2 de junho de 2013 às 06:00

    "a luta contra a corrupção e, ao mesmo tempo, falar com repugnância de quem está em classe social menos favorecida".. pois é, tem q ver q o motor do brasil, ou a casa de máquinas toda, não funciona por q se atende vontades, quase caprichos d segmentos terríveis para q votem com os governos: o assassinato d oziel terena vem disso. na verdade seria o caso d dar-se mais voz direto para o popular, eliminando os inflacionárias entraves q mantem essa gente desenraizada no poder.

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