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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Luta Continua

Depois de um tempo você não comete mais bobagens. Não dá murro em ponta de faca. Nem insiste no velho erro. Ainda que o erro lhe seja um porto seguro, aquele lugar aconchegante para onde fugimos quando sabemos que fomos um tanto incompetentes na vida. Nada melhor que justificar a teimosia como apenas um dedo podre.

Depois de um tempo você esquece mágoas, rancores, raivas, desgostos... depois de um tempo.
Eu não sei quanto tempo leva para esquecer ou para parar de errar o mesmo erro.


A única coisa que sei é dessa vontade de viver tudo de novo, mesmo que as estatísticas, as profecias, as dicas, os conselhos, as tias digam que nada vai dar certo. Por que no final, tudo dá certo mesmo.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tempo perdido é tempo não vivido!

Ah, o arrependimento! Palavrinha feia e amargurada. Mora no tempo passado e não aproveitado. Mora no tempo perdido da escolha errada. Mora na intenção que não virou ação. Agora mora no meu pensamento, fazendo fronteira com o desejo que não realizei. E o cálculo é simples: o arrependimento aumenta na mesma proporção do desejo. Faz o querer ser mais urgente. Na urgência, revelo minha intenção, coloco em risco meus planos de conquista. De dominação passo a dominada pela necessidade de ter de volta o momento exato em que não disse, não fiz, não vivi. Arrependimento, teus dias estão contados!


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Bem mais

Eu... namorando o mar.
Viva o exagero, o excesso e a profusão! Sejamos sinceros em admitir que gostamos de fartura. 

Adoro encher meus olhos de tanto ver beleza. Ficar com bochechas de hamster de tanto comer delícias. Inflar o peito com todo o ar possível quando sinto aquele perfume. Esticar a cara toda naquela gargalhada. Espreguiçar o corpo em todas as direções antes de sair da cama. Ter um coração superlotado de gente amada. Ouvir a música predileta em looping eterno. 

Sim, eu gosto de um exagero bem distribuído pelo meu dia. Daqueles que preenchem as lacunas onde, de vez em quando, amontam-se tristezas. Gosto de ver o horizonte largo, o céu alto e as estradas sem fim. Eu gosto do muito, porque o pouco é para os conformistas. Eu desejo mais, sempre mais. 

Há quem diga que a felicidade é contentar-se com o menos, não ligar para a falta e ignorar o grande espaço vazio que te envolve. E eu acho que é só uma outra forma de ilusão. Se for para trocar seis por meia dúzia, fico com os meus desejos megalomaníacos de ir mais alto, mais longe e mais rápido. 

Não consigo estar à beira do mar sem ter vontade de abraçar o oceano inteiro. Não sei viajar sem ter necessidade de percorrer todos os caminhos. Não sei amar sem sentir por inteiro. Se a vida oferece, eu quero. E o que não vale a pena, não carrego em meus bolsos. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fiesta, fiesta!


Em plena segunda-feira já tem amizade ligando para combinar o final de semana. Na quarta-feira, liga, manda torpedo e te chama no MSN (mesmo você estando off line). Na quinta-feira bate a ansiedade na pessoa e ela te pergunta várias vezes o que você decidiu.

Gente! Como é que vou saber se na sexta-feira por volta das 21h eu estarei com aquela vontade absurda de ir pro boteco, balada, o que for? Sou o tipo de pessoa que decide para onde vai conforme a vontade da hora. Não gosto de transformar em compromisso minha própria diversão.

Algumas vezes, até a escolha da roupa muda minha direção. Acordo numa sexta-feira com uma super vontade de usar aquele sapato meio drag queen e pintar a cara como se estivesse indo para a guerra. Nesses momentos, não me venha com esta de “barzinho”. Em outro dia, tenho necessidade suprema de sentar em algum lugar com boa música, pedir meu drink preferido e ouvir meus amigos contando da semana. E, muitas vezes, meu desejo mais profundo é curtir aconchego, lar, emendar um filme no outro e comer brigadeiro na panela.

Então, vou ao sabor do vento, do momento! E espero que os amigos entendam e, ainda assim, continuem fazendo convites para boteco, para balada e quem sabe, até um programa de índio.