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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tem festa!


Se você me perguntar se acredito em amor à primeira vista, eu responderei sim. Se você me perguntar se acredito em único grande amor, acredito. Como também acredito no amor que se constrói dia após dia com o tijolinho da perseverança. E também acredito no amor ciumento, no amor desapegado, no amor sazonal, no amor que nunca chega... Mas, realmente, no que mais acredito é no amor.

É sempre festa quando o Amor chega. O coração se enfeita e acende, brilha. O convidado mais especial é aguardado à porta da alma. Ele virá desta vez? Os olhos atentos aos sinais de que seja mesmo o Amor vindo devagar do outro lado da rua. A casa está em festa e preenche-se de outros convidados que sempre chegam antes do tão querido amigo.

Refrescamo-nos na brisa chamada Amizade, vestida em laços e fitas por sua mãe a Afeição. Dançamos animadamente com a Admiração e logo nos é apresentado um senhor de olhar muito sério e mãos firmes, por alguns, chamado Respeito. É de um moço muito bonito a música que parece vir de toda a parte, seu nome é Carinho. E antes que o convidado principal chegue enfim, você conhece as gêmeas Ansiedade e Expectativa. Duas tias velhas que teimam em te dar conselhos que não deveriam ser usados por ninguém.

Já no auge da festa, sua alma em traje de gala e os sapatos já anunciando o cansaço da espera, você se refugia de todos em uma pequena sala escura. Fugindo dos próprios pensamentos, abre uma pequena fresta na janela, apenas o suficiente para respirar melhor. E, quando já não se ouve mais a algazarra que tantos sentimentos fazem quando estão reunidos, então você relaxa na poltrona mais macia e já não espera.

Mas antes que possa fechar os olhos mais uma vez para adormecer por um longo tempo, antes que possa pedir que parem com a música, antes de apagar todas as luzes, bebe mais um gole na taça da esperança. Quase não percebe a presença de outro alguém ali. Alguém que sabia o melhor momento de te encontrar. O melhor momento para te surpreender. Por que o amor é sábio e somos aprendizes da vida toda diante dele.

O amor sempre chega. Se na sua festa ele não apareceu, talvez apenas tenha convidado o sentimento errado. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fiesta, fiesta!


Em plena segunda-feira já tem amizade ligando para combinar o final de semana. Na quarta-feira, liga, manda torpedo e te chama no MSN (mesmo você estando off line). Na quinta-feira bate a ansiedade na pessoa e ela te pergunta várias vezes o que você decidiu.

Gente! Como é que vou saber se na sexta-feira por volta das 21h eu estarei com aquela vontade absurda de ir pro boteco, balada, o que for? Sou o tipo de pessoa que decide para onde vai conforme a vontade da hora. Não gosto de transformar em compromisso minha própria diversão.

Algumas vezes, até a escolha da roupa muda minha direção. Acordo numa sexta-feira com uma super vontade de usar aquele sapato meio drag queen e pintar a cara como se estivesse indo para a guerra. Nesses momentos, não me venha com esta de “barzinho”. Em outro dia, tenho necessidade suprema de sentar em algum lugar com boa música, pedir meu drink preferido e ouvir meus amigos contando da semana. E, muitas vezes, meu desejo mais profundo é curtir aconchego, lar, emendar um filme no outro e comer brigadeiro na panela.

Então, vou ao sabor do vento, do momento! E espero que os amigos entendam e, ainda assim, continuem fazendo convites para boteco, para balada e quem sabe, até um programa de índio.