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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quando li sobre a proibição do sal à mesa


Que estranho momento estamos vivendo! Parece que há a predominância de certos mantras como, “proibir sempre, tolerar jamais” e “só a vitimização salva”. Eita, que esta geração está chata! Parecendo mais criança birrenta que não ganha o presente de Natal que pediu. Resolvendo tudo no grito, batendo os pezinhos no chão para ser o centro das atenções. E eu me pergunto, onde estão os pais desta “criança”?!

Não sei em que época as coisas começaram a desandar, mas sei que este tombo para trás da evolução vai deixar marcas na pele da humanidade. A geração que não sabe resolver seus problemas, pelo contrário, cria outros piores. É igual ao sujeito que faz um empréstimo para quitar outro. A geração que faz o individualismo a regra e a democracia, a exceção. A geração que não consegue lidar com frustrações. Que joga a educação de seus filhos na mão de terceiros. Que acha que tudo é culpa dos políticos. Que não vê problema em dar um “jeitinho”, desde que seja para si. A geração que veio com o argumento da interatividade, mas nada mais que Narcisos. A geração da selfie, dos grupinhos no aplicativo, do check in, da vida perfeita do comercial de margarina. A geração que carrega na maquiagem social para esconder os defeitos. A geração do dedo apontado na cara alheia e do textão para todos os fins.

Só resta constatar que estamos vivendo a geração mais mimimi e porre de todos os tempos! Então você pensa sobre a próxima leva de filhos paridos nestes tempos! Agora façamos 1 minuto de silêncio pelo sal, pelo açúcar, pelo bom senso, proibidos de estarem à mesa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

15 minutos


“No futuro, todos terão 15 minutos de fama.” – Andy Warhol

Pois bem, o futuro já é. Está aí jogado na cara do cidadão. E o pop-profeta acertou, somos todos famosos. Alguns com 15 minutos, talvez mais, talvez menos. Celebridades fast food!

Um vídeo para ser viral. Um link para meu sucesso. Meu nick passando de click em click. Não sei cantar, não sei dançar, não sei fazer poesia, não sei contar piadas. Mas tenho mil seguidores, dois mil amigos me adicionaram, fiz estatísticas dos acessos às minhas fotos e virei hastag.

Alguém vai chamar para participar de um programa de TV. Darei entrevistas, darei autógrafos, darei sorrisos, darei a alma. Qualquer coisa que estenda meus 15 minutos.

De repente, fizeram outro viral, mais engraçado, mais alienado, mais vazio ainda. Roubaram minha fama! Caio no esquecimento, tropeço no desespero e volto para mim. Volto para minha vida. A minha velha rotina agora é a minha salvação.

E, parafraseando Vinícius de Moraes, que a fama seja eterna enquanto dure! 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Das transformações


O que você quer ser quando crescer? Isso mesmo! É essa a pergunta que ainda me faço distraidamente. Já se passaram três décadas e eu ainda sonho em ser alguém como Indiana Jones ou uma astronauta, quem sabe até Jedi!

Tem uma criança em mim, insatisfeita com as coisas da vida. Falo da vida de adulto, cheia de regras implícitas e tempo cronometrado para, entre uma coisa e outra, viver.

Aos 10 anos eu tinha pressa em ter 15 para poder ir às festas que via minha prima ir. Aos 15 eu queria ter 18 e ter minha carteira de motorista. Aos 18 eu queria logo ter 25 porque era a idade que eu imaginava que tudo estaria como eu planejei. Passou 25, passou 30 e agora estou com 34 anos e ainda não sou Indiana Jones.

E é em um momento qualquer da rotina que você se pega pensando no queria ser e no que você se transformou. Num dia em que tudo está muito chato e as pessoas à sua volta são simplesmente entediantes. Talvez, no mesmo dia em que você próprio está entediante.

Foi assim que concluí algo importante sobre os sonhos da infância. Eu não me transformei no que esperava. Eu sou uma pessoa como outra qualquer neste mundo tão grande. Mas, aos 34 anos, ainda mantenho a fé na transformação. E, mesmo que seja aos 70 anos, se meus sonhos continuam comigo é porque a vida tem valido a pena.