quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quando li sobre a proibição do sal à mesa


Que estranho momento estamos vivendo! Parece que há a predominância de certos mantras como, “proibir sempre, tolerar jamais” e “só a vitimização salva”. Eita, que esta geração está chata! Parecendo mais criança birrenta que não ganha o presente de Natal que pediu. Resolvendo tudo no grito, batendo os pezinhos no chão para ser o centro das atenções. E eu me pergunto, onde estão os pais desta “criança”?!

Não sei em que época as coisas começaram a desandar, mas sei que este tombo para trás da evolução vai deixar marcas na pele da humanidade. A geração que não sabe resolver seus problemas, pelo contrário, cria outros piores. É igual ao sujeito que faz um empréstimo para quitar outro. A geração que faz o individualismo a regra e a democracia, a exceção. A geração que não consegue lidar com frustrações. Que joga a educação de seus filhos na mão de terceiros. Que acha que tudo é culpa dos políticos. Que não vê problema em dar um “jeitinho”, desde que seja para si. A geração que veio com o argumento da interatividade, mas nada mais que Narcisos. A geração da selfie, dos grupinhos no aplicativo, do check in, da vida perfeita do comercial de margarina. A geração que carrega na maquiagem social para esconder os defeitos. A geração do dedo apontado na cara alheia e do textão para todos os fins.

Só resta constatar que estamos vivendo a geração mais mimimi e porre de todos os tempos! Então você pensa sobre a próxima leva de filhos paridos nestes tempos! Agora façamos 1 minuto de silêncio pelo sal, pelo açúcar, pelo bom senso, proibidos de estarem à mesa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Quando é que o amor chega?



 Quando é que o amor chega?

Ele chega quando estamos prontos para amar. Sem avisos e nem sinais. É tão simples que chegamos a desconfiar e até fazemos um monte de bobagens por conta disso. Acreditando e desacreditando algumas vezes. Como se saíssemos na rua despistando o amor, entrando em ruas erradas, dobrando em esquinas incertas, só para ter certeza de que é ele mesmo que nos acompanha.

Um dia desses, sem avisos e nem sinais, eu o encontrei. E, quase como todo o mundo, eu tentei despistá-lo de início. Tentei me convencer a duvidar. Mas quando realmente é amor, permanece. O amor fica na vida da gente apesar de haver obstáculos aparentemente intransponíveis. Apesar de haver a má intenção alheia, o olhar desaprovador de quem não tem afeto em si mesmo, apesar das opiniões a respeito, apesar das línguas ferinas e dos venenos... Ainda assim, o amor fica.

Eu o conheci quando estava pronta. Sem traços dos antigos erros. A mente relutou, mas meu coração o reconheceu de primeira. Minha alma o recebeu como quem andou separada de ente tão querido por um lapso muito grande de tempo, talvez eras. Nunca acreditei nas possibilidades de outras vidas, mas como explicar a sensação de familiaridade no teu abraço, no teu cheiro, na tua presença? Será mesmo que já não vivemos isso? Eu que andava sempre tão por mim mesma, já nem sei ver o mundo sem estar de mãos dadas contigo.

O amor me veio quando eu estava de alma limpa para entender o que é amor. Veio por que minha vida precisava de ti para ter mais sentido. Veio para me dar norte. Veio... e, talvez, tenha estado comigo a vida inteira aguardando a hora de nos apresentarmos por inteiro. E agora que nos achamos, quero permanecer contigo por toda a jornada, ser tua luz quando tudo mais for escuro. Quero ser a mão sempre estendida, o conforto, a prece e o riso da tua vida. Quero ser o que você é para mim todos os dias. Eu te amo, simples assim.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nem todo brilho é ouro



Viver bem consigo mesmo é uma arte. Nem sempre a vida imita a arte. O que meus passos ao longo do caminho me ensinaram foi a difícil tarefa da aceitação. Ninguém precisa ser um ideal humano. Eu gosto de quem sou. Em mim mora a imperfeição, o erro e o engano. Mas não dou guarida à frustração de um objetivo inalcançável. Vou até onde minhas forças me levam. Meus atos podem ser falhos, porém, sinceros.
Aceito quem sou. Procuro melhorar. Porém, respeito meus limites. Só eu sei o que pode me fazer bem e o que pode me derrubar. Ao bem, meu foco. Ao mal, minha distância. Por amor a mim mesma desfaço os nós dos convívios forçados e fingidos. Não necessito da mão que ajuda enquanto a boca me desgraça. Rejeito a amizade dissimulada, o pseudo amor e o veneno destilado.
Sou o que sou sem esforço. Mantenho-me arisca, o mundo anda um perigo. Mais tranquilo é um único coração amigo do que uma centena de falsos sorrisos.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Desamor


O desamor é um dia cinza no céu de verão.
É um sorriso amarelo de mera educação.
O desamor é uma festa que acaba.
É a bola de sorvete que caiu no chão.
O desamor é um palhaço triste.
É um choro silencioso.
É sentir que o caminho acabou e ninguém chegou ao destino.
O desamor é um ponto final seco e árido depois de todas as palavras terem sido ditas.
Desamar é deixar que a vida leve o que não teve força para ser amor.

É mais que isso! É um desistir-se.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Com quem você iria para a guerra

Com quem você iria para a guerra?
Acho interessante a pergunta, pois é muito difícil alcançar a resposta. Em uma situação concreta de ir à guerra, quem eu gostaria que estivesse ao meu lado? Com quem eu arriscaria avançar no campo inimigo, enfrentar o bombardeio ou compartilhar vitória e derrota? A quem confiaria meu armamento, minha coragem, meu medo? Para quem iria confessar a dor, a pequenez do ser e a miséria emocional? De quem poderia esperar que me defendesse do tiro certeiro, da emboscada e do erro? Quem aceitaria cavar trincheiras, passar fome, frio e cansaço sob a incerteza de que tudo vai dar certo?
Afinal, quem é essa pessoa que eu escolheria para dividir a dúvida de vida ou morte?
Talvez essa deva ser a pergunta de todos os dias.