Que saudades de mim!!!
Eis que me vejo à porta de casa e, com um sorriso de viajante, reconheço-me!!!
Quantos caminhos sinuosos percorri entre o perder-me de mim mesma até chegar aqui, no recomeço!
Finalmente, deixo ao chão o fardo pesado da bagagem de tudo que vivi.
Não renego as pedras, os espinhos ou as lágrimas... Tudo é parte de mim agora.
Dou o passo. Passado.
Entro em minha morada, percorro os espaços, paro em frente ao espelho.
Como o filho pródigo que à casa torna, abraço-me demoradamente.
Voltei.
Ah! Que saudades tive de mim!
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
quinta-feira, 31 de março de 2016
Comemoremos!
Aí você acorda e percebe
que chegou mais um ciclo de vida. Lá se foram 37 deles e começando com alegria
o 38º. O tempo age rápido e sutil. Você olha no espelho e encontra mais uma
ruga, mais um cabelo branco, mais um sinal de que a vida está acontecendo. E eu
adoro tudo isso! Nenhuma idade pretérita é melhor do que a de agora. Nenhum
momento é melhor que o presente. Nem as doces lembranças do passado e nem as
grandes expectativas do futuro. Hoje acordei e me parabenizei pelo simples fato
de que é isso que devemos fazer a cada manhã, em cada despertar para mais um
dia...
Fazer aniversário é
fazer as contas do tempo que gastamos e ter orgulho disso!
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quinta-feira, 3 de março de 2016
Aqueles agentes secretos e indiscretos
Ando me perguntando se eu
estou no padrão de normalidade que anda se arrastando por aí. Para alcançar uma
resposta, precisei considerar muitas coisas no meu modo de encarar a vida. Precisei
considerar, também, os mais diversos rótulos que ouvi ter recebido de bocas
alheias. Então você pensa se tudo não passa de uma questão de vender a foto do
produto ao invés do produto em si.
A culpa deve ser minha. Afinal,
eu acho, verdadeiramente, a vida pessoal de
terceiros desinteressante. Eu não ligo a mínima para os fatos que são tão
importantes para tanta gente. Simplesmente, não me interesso, não me desperta
curiosidade, não me comove ou qualquer sentimento do tipo, saber os detalhes da
vida íntima, financeira ou sexual de terceiros. A única informação
pertinente para mim é quanto ao meu próprio salário, em como pagarei minhas
contas, como gastarei meu dinheiro. Sim, tem gente que se ocupa seriamente
sobre fazer controle financeiro com o dinheiro dos outros, pior ainda, com um
dinheiro que sequer lhe diz respeito.
Também me desinteresso pela
rotina dos outros. O que fazem em seu tempo livre, o que leem, o que assistem
na tv, o que falam ao telefone, o que comem, o que vestem, aonde vão e de onde
vêm, o que querem da vida, a que horas saem, com quem saem, com quem voltam, em
outras palavras, um sem-fim de trivialidades da vida de outra pessoa que nada
me diz respeito.
Talvez eu seja
excessivamente desinteressada do que não é da minha conta. Talvez eu seja a
errada. Talvez, para me enquadrar nesse esquema de pequenezas, eu devesse ser
mais intrometida, mais curiosa, mais invasiva e inconveniente. Sou eu que estou
errada. Este meu profundo e ofensivo desinteresse agride, ofende a quem está
tão dedicado a monitorar a grama alheia que nem repara que apenas erva daninha anda
crescendo em seu quintal. Agride a minha não dedicação às coisas que não mudam minha vida. Agride quando alguém tem mais o que fazer do que brincar de espionagem caseira.
Mas, uma coisa há de se
considerar: o que eu penso não faz nem cócegas no rumo da humanidade. Então,
recolho-me à minha insignificância.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Quando li sobre a proibição do sal à mesa
Que estranho momento estamos
vivendo! Parece que há a predominância de certos mantras como, “proibir sempre,
tolerar jamais” e “só a vitimização salva”. Eita, que esta geração está chata!
Parecendo mais criança birrenta que não ganha o presente de Natal que pediu.
Resolvendo tudo no grito, batendo os pezinhos no chão para ser o centro das
atenções. E eu me pergunto, onde estão os pais desta “criança”?!
Não sei em que época as
coisas começaram a desandar, mas sei que este tombo para trás da evolução vai
deixar marcas na pele da humanidade. A geração que não sabe resolver seus problemas,
pelo contrário, cria outros piores. É igual ao sujeito que faz um empréstimo
para quitar outro. A geração que faz o individualismo a regra e a democracia, a
exceção. A geração que não consegue lidar com frustrações. Que joga a educação
de seus filhos na mão de terceiros. Que acha que tudo é culpa dos políticos. Que
não vê problema em dar um “jeitinho”, desde que seja para si. A geração que
veio com o argumento da interatividade, mas nada mais que Narcisos. A geração
da selfie, dos grupinhos no aplicativo,
do check in, da vida perfeita do
comercial de margarina. A geração que carrega na maquiagem social para esconder
os defeitos. A geração do dedo apontado na cara alheia e do textão para todos
os fins.
Só resta constatar que
estamos vivendo a geração mais mimimi
e porre de todos os tempos! Então você pensa sobre a próxima leva de filhos
paridos nestes tempos! Agora façamos 1 minuto de silêncio pelo sal, pelo açúcar, pelo bom senso, proibidos de estarem à mesa.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Quando é que o amor chega?
Quando é que o amor chega?
Ele chega quando estamos
prontos para amar. Sem avisos e nem sinais. É tão simples que chegamos a
desconfiar e até fazemos um monte de bobagens por conta disso. Acreditando e desacreditando algumas vezes. Como se
saíssemos na rua despistando o amor, entrando em ruas erradas, dobrando em
esquinas incertas, só para ter certeza de que é ele mesmo que nos acompanha.
Um dia desses, sem avisos e
nem sinais, eu o encontrei. E, quase como todo o mundo, eu tentei despistá-lo
de início. Tentei me convencer a duvidar. Mas quando realmente é amor,
permanece. O amor fica na vida da gente apesar de haver obstáculos
aparentemente intransponíveis. Apesar de haver a má intenção alheia, o olhar
desaprovador de quem não tem afeto em si mesmo, apesar das opiniões a respeito,
apesar das línguas ferinas e dos venenos... Ainda assim, o amor fica.
Eu o conheci quando estava
pronta. Sem traços dos antigos erros. A mente relutou, mas meu coração o
reconheceu de primeira. Minha alma o recebeu como quem andou separada de ente
tão querido por um lapso muito grande de tempo, talvez eras. Nunca acreditei
nas possibilidades de outras vidas, mas como explicar a sensação de
familiaridade no teu abraço, no teu cheiro, na tua presença? Será mesmo que já
não vivemos isso? Eu que andava sempre tão por mim mesma, já nem sei ver o
mundo sem estar de mãos dadas contigo.
O amor me veio quando eu
estava de alma limpa para entender o que é amor. Veio por que minha vida
precisava de ti para ter mais sentido. Veio para me dar norte. Veio... e, talvez,
tenha estado comigo a vida inteira aguardando a hora de nos apresentarmos por
inteiro. E agora que nos achamos, quero permanecer contigo por toda a jornada,
ser tua luz quando tudo mais for escuro. Quero ser a mão sempre estendida, o
conforto, a prece e o riso da tua vida. Quero ser o que você é para mim todos
os dias. Eu te amo, simples assim.
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